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17 de dezembro de 2007

ELÉCTRICO 28

É verdade que era sexta-feira, a pouco mais de uma semana do Natal, perto das oito da noite, e que sair do emprego a essa hora não deixa ninguém genuinamente bem disposto — mas isso não invalida que a mocinha que subiu para o 28 comigo na Basílica da Estrela e passou toda a viagem até à Sé a desabafar em voz alta com a amiga do outro lado do telemóvel como quem está a gritar com alguém na sala lá de casa me tenha deixado no mínimo atordoado. Senti-me - e penso que também os outros passageiros - como se estivéssemos a assistir a uma discussão para a qual não tínhamos sido convidados, só que num lugar público.

2 comentários:

João Lisboa disse...

Um país de parolos agarrados ao telemóvel. Parece-me uma razoavelmente exacta definição da "pátria".

menina-alice disse...

Uma sessão de porno-comunicação, já vi. Não faz bem a ninguém. Sobretudo tratando-se de viditas.