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5 de abril de 2007

DESIGN UTILITÁRIO NA CASA DE BANHO MODERNA

Mesmo à esquina do hotel Arts Barcelona, onde faz agora dez anos passei um magnífico fim-de-semana na cidade condal — e é mesmo literalmente à esquina —, fico instalado no recém-criado AB Skipper, que não lhe fica atrás em termos de sofisticação: o televisor é um Sony Bravia écrã plano incrustado na parede, com um DVD ao lado; a decoração é toda em bom gosto minimalista quase-escandinavo; o quarto tem até uma porta embutida que permite separar a zona de dormir da casa de banho. (Por outro lado, o isolamento sonoro era fraquinho, porque a chuva a cair ouvia-se toda na casa de banho, que nem sequer ficava encostada à fachada, o ar condicionado estava demasiado quente e não havia sabonete na casa de banho, apenas gel.)

O mais curioso, no entanto, foi o futurismo cromado dos chuveiros da casa de banho: um instalado na banheira grande, o outro num poliban glorificado revestido a vidro com uma porta deslizante partilhada com o WC, com ar de microfones metálicos. E antes que os conseguisse pôr a trabalhar?... Digamos apenas que não é nada intuitivo ter de girar a torneira da água fria apenas para ligar o chuveiro e regular a intensidade do fluxo de água, e a da água quente apenas para regular a temperatura da água. Perdi uns bons cinco minutos a tentar perceber onde raio abria a água. Quando descobri, consegui não me sentir burro. Digamos que é um mau exemplo de design: forma que não explica a função.

1 comentário:

Alexandre disse...

Já tive o mesmo problema na Fortaleza do Guincho e nem com a vinda de um empregado e o aparecimento do manual de instruções a coisa se resolveu a contento... ;)