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26 de setembro de 2006

O PRO MEU IPOD TAO ECLECTICO #6

Primeiro, o novo álbum de Lloyd Cole, "Antidepressant" (Sanctuary, 2006) — prolongando a abordagem caseirinha lo-fi do anterior "Music in a Foreign Language", mas menos suicida (apesar de "Slip Away") e bem mais irónico. É Cole "vintage", embora um disco de manutenção mais do que de inspiração — "Antidepressant", "Everysong", "I Am Not Willing" e "Travelling Light" são clássicos instantâneos que exigem o "repeat" no leitor.

Depois, para fazer contrapeso, o surpreendente álbum em colaboração de Mark Knopfler e Emmylou Harris, "All the Roadrunning" (Mercury, 2006) — em rigor, dever-se-ia dizer que é um álbum de Knopfler com a participação especial de Harris (ele é que escreveu as canções quase todas), não fosse o encaixe das duas vozes ser tão notável e as composições (quase todas do guitarrista) fugirem, felizmente e maioritariamente, ao padrão Dire Straits para estarem muito mais próximas do universo da divina Emmylou. Knopfler parece estar muito mais à vontade aqui no que nos discos em nome próprio ou com os Straits, e "Donkey Town" e "All the Roadrunning" são jóias primorosas, mas é um disco que se vai revelando com mais e mais audições. Já estou a gostar muito.

4 comentários:

Paulo disse...

Começa a esbater-se o preconceito canónico... Qualquer dia descobre-se que o Communiqué, o Dire Straits ou o Love Over Gold são grandes discos.

Jorge Mourinha disse...

Mas eu gosto dos Dire Straits - mais do "Making Movies" e do "Love Over Gold" confesso. A partir do "Brothers in Arms" já não tenho pachorra.

Paulo disse...

Boa! (corajoso...) A partir do BiA deixa de haver pachorra, é verdade.

Petra disse...

Pois,pois, este disco fez-me ver o Knopfler com outros olhos.
Já tinha começado a entender-lhe a graça com o disco que gravou com o Chet Atkins (se não conheces, mon poussin, tens de descobrir) e à conta de audições exaustivas, moreno oblige (que o rapaz ama de paixão o Knopfler), começo a sacudir a alergia Dire-straits-induced que lhe tinha.
Temos disco. A Emmylou não envelhece! É extraordinário.

je t'embrasse trés fort