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24 de julho de 2006

TRANSMISSÃO AUTOMÁTICA

Em Los Angeles, não vale a pena andar à procura dos transportes públicos (apesar de existir uma rede abrangente de autocarros, e um embriónico serviço de metro). Toda a gente conduz carro, e se se quer ir a algum lado na Grande Los Angeles o carro é inevitável. Tal como os engarrafamentos nas "freeways" que cortam e rodeiam a cidade e mudam de nome a cada dezena de milhas, e as enormes estruturas de parqueamento e parques privativos de lojas que surgem a intervalos regulares.

Em Roma, sê romano, e alugamos um carro (na Enterprise, dez dias de aluguer com quilometragem ilimitada e depósito cheio à entrada de uma viatura do escalão mais barato ficam-nos por 280 dólares mais 60 dólares de gasolina - 270 euros ao todo). Como todos os carros americanos, é um carro de transmissão automática de um modelo que não existe na Europa: um Chevy Cobalt de quatro portas, definido como "compact" na tabela de preços (é o equivalente deles de um citadino como o Renault Clio ou o Seat Ibiza, só que com as dimensões de um Ford Focus ou de um VW Golf). A habituação ao sistema americano de guiar - a caixa automática dispensa a alavanca das mudanças e a necessidade de mudar manualmente a mudança, e dispensa o pedal da embraiagem, pelo que o condutor só precisa de se preocupar com o acelerador e com o travão - é rápida, embora, como o David diz entre risos, perceba à distância que eu estou sempre a levar a mão à alavanca inexistente das mudanças.

O motor do Cobalt não é a coisa mais potente que já guiei, mas o carro guia-se bem, porta-se melhor e gasta pouco aos cem (apesar da maior onda de calor em Los Angeles em anos, na base dos 40 graus para cima, exigir o ar condicionado ligado permanentemente). Quando devolvemos o carro à Enterprise, fizemos 800 milhas (1300 km) sem nunca sair da grande área metropolitana de Los Angeles, apenas a fazer a "commute" diária entre Pasadena e Beverly Hills, com duas passagens por Long Beach e a ida à Disneylândia, em Anaheim, como excepções.

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