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19 de maio de 2006

EUROVISÃO

Estou traumatizado com o Festival Eurovisão da Canção 2006. Há anos que não via uma edição e, agora que vi, mesmo que em ambiente assinalavelmente divertido, estou escandalizado como tudo mudou pouco ou quase nada em relação aos últimos que vi (a baladona irlandesa de puxar às lágrimas das domésticas, a matrona engordada de Andorra, os bósnios nostálgicos) e como tudo é tão igual em relação a tudo o resto que se vende hoje como música (a Shakiroska ucraniana, o trânsfuga-de-boys-band russo, as friques exóticas holandesas). E percebi, finalmente, porque é que o certame se tornou em acontecimento icónico hilariante: depois daqueles Him finlandeses disfarçados de demónio de filme de série Z, depois do momento de performance art-quase gay da Islândia, depois da diva turca com ar de transsexual e da diva sueca com aplique no braço, e depois dos comentários do tempo da outra senhora de Eládio Clímaco, só dá mesmo para rir.

(PS 1: Espero que os lituanos ganhem amanhã. Pelo menos tinham sentido de humor.)

(PS 2: A canção portuguesa não destoava das outras. Por uma vez, é mesmo uma injustiça ter ficado de fora, mas não pelas razões que vocês estão todos a pensar.)

3 comentários:

Anónimo disse...

Os lituanos fizeram-me lembrar os Telex, em 1980. Não percebi o apupo monumental que deram à islandesa. Talvez por a actuação dela satirizar praticamente todos os números de circo que a precederam e que foram tão aplaudidos e do agrado do público lá presente. Sentido de culpa, há quem lhe chame isso.

Patrícia Tavares disse...

Perdi-me no contexto devido às suas denominações exageradamente bem construídas e empregues. ;)

menina-alice disse...

Também achei injusto. Nomedamente porque, salvo desonrosas excepções, é possível serem todos apurados!