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19 de dezembro de 2011

é Natal, é Natal

Estão a ver a cena da Fantasia de Natal com o palhaço que foi com o coelhinho no comboio ao circo? Juro que ontem vi um presépio de Natal que tinha uma montanha-russa. Não estou a brincar. Tentaremos obter provas.

25 de maio de 2010

Tenham medo. Tenham muito medo (outra vez)

Num momento do programa da SIC "O Regresso dos Incríveis", Carlos Queiroz definiu-se como potencialmente "o Cristiano Ronaldo do bilhar".

17 de dezembro de 2009

6 de setembro de 2009

COISAS PARA AS QUAIS SE FEZ O 25 DE ABRIL

Não sei se já viram a campanha de rua da Comissão Nacional de Eleições que procura incentivar ao voto dos portugueses e portuguesas, com a frase "Escolha votar".

O problema é que, para lá da boa intenção da campanha (e da evidência, reforçada pelos actuais debates, que votar no mesmo pessoal de sempre não é uma coisa particularmente atraente...), eu não sei se me sinta ofendido ou embaraçado por uma campanha que tem um ar completamente Malucos do Riso. E se é verdade que o 25 de Abril se fez para que haja campanhas de apelo ao voto, o 25 de Abril também se fez para que se ache que uma campanha de apelo ao voto feita desta maneira não apela de todo ao voto...

27 de agosto de 2009

A TECNOLOGIA É UMA COISA MARAVILHOSA, NÃO É?

Na mesa ao lado da minha, três executivos/bancários/comerciais de fato e gravata almoçavam. Em si, nada de extraordinário. O que já é mais extraordinário é que, apesar de estarem a almoçar na mesma mesa, supostamente juntos, estavam os três colados aos telemóveis, com um deles a tocar de cinco em cinco minutos com um som que se ouvia no restaurante todo.

Isto é um bocado doente, acho eu.

25 de agosto de 2009

738

Poucas coisas são mais incomodativas do que esperar durante dez minutos na paragem pelo autocarro com uma miúda pequena que fala alto não se cala, acompanhada pelos avós que já não têm grande paciência para a ouvir e lhe respondem já meio maçados mas também (por serem avós) não a mandam calar, e perceber que, depois de subirmos todos para o autocarro, nem assim ela se cala.

Felizmente, eles saíram antes de mim.

25 de maio de 2009

POLAROID: ESPLANADA

Na esplanada do café onde tomo o pequeno-almoço, quatro adolescentes partilham duas a duas os seus iPods. E uma delas canta, em voz alta, tão alta que se ouve através da janela sobre o barulho do trânsito. E canta o quê? "Eu Sou Aquele" dos Excesso. 

3 de dezembro de 2007

EU NÃO PEÇO DESCULPA

A partir deste momento, telefone, internet, está tudo desligado. Estou a entrar em estágio para o final da melhor série de televisão de sempre (desde a última melhor série de televisão de sempre e até à próxima melhor série de televisão de sempre).

14 de outubro de 2007

MISANTROPIA

Já me tinha esquecido como não gosto de ir ao cinema quando o cinema está cheio. Ele é as arrumadoras que não arrumam nada e só deixam a porta aberta para as pessoas entrarem; ele é as espanholas que falam pelos cotovelos; ele é as matronas que deixam os telemóveis ligados e os atendem a meio do filme; ele é o casal na moda que fala aos cochichos ao telemóvel; ele é os bandos de jovens intelectuais na moda que têm sempre alguma coisa a dizer sobre o filme; ele é o pessoal que chega atrasado e incomoda toda a gente.

2 de setembro de 2007

PAGINA 3

Vem na capa de um dos tablóides ingleses a propósito da pretensa orgia de Cristiano Ronaldo: "I turned Ronaldo on with my Tesco knickers". Palavras para quê?

18 de junho de 2007

TENHAM MEDO. TENHAM MUITO MEDO

Recebi informação que hoje o Arena Lounge do Casino Lisboa recebe Guida de Palma e o projecto Jazzinho, cantora portuguesa radicada em Londres, responsável por um álbum produzido por Ed Motta, figura que muito estimo e prezo.

Apenas vos posso informar que tive o desprazer de assistir a Guida de Palma e Jazzinho ao vivo no Ondajazz há algumas semanas e fiquei com a sensação de que devia haver ali algum equívoco. Lembrei-me de um concerto de Bebel Gilberto no CCB que estava a abarrotar e que toda a gente estava a adorar e que eu achei que era verdadeiramente música de casino no pior sentido da palavra.

9 de junho de 2007

MONSOON FALLS

A feira popular americana chama-se parque de diversões, fica geralmente fora dos centros urbanos, leva um dia inteiro a percorrer (quando não mais) e está cheia de atracções que eu só recomendaria aos amadores de emoções fortes, mas onde se podem ver famílias inteiras a gritar em conjunto (e como eles gostam de gritar, muito antes sequer da coisa começar a andar. A Disneyland é uma coisa, mas o Six Flags Discovery Kingdom em Vallejo, a 50km de São Francisco, é outra completamente diferente, uma mistura de jardim zoológico com animais selvagens (os tigres, leões e pumas são magnificos, as focas e leões marinhos deliciosos) com parque de diversões.

É também um sorvedouro de dinheiro: um adulto paga 50 dólares de entrada, o que dá acesso a todas as atracções gratuitamente, mas a comida é obviamente paga à parte e é tudo fast-food absurdamente cara (o gelado mais barato são seis dólares, mas é verdade que é uma dose colossal), já para não falar dos souvenirs, do peixinho para dar de comer às focas, etc. Tudo tem, além do mais, um certo ar de linha de montagem — não há a sensação (mesmo que cuidadosamente fabricada), como na Disneyland, de que estamos num local mágico. Tudo parece cansado, velho, forçado, a olhar mais para o lucro do que para o visitante — o que explica, aliás, porque é que as montanhas russas mais hardcore são o centro da atenção, com filas de quase uma hora para as mais violentas (o site mostra, tenham medo, tenham muito medo). Aqui, há os animais, as atracções muito soft para miúdos e as atracções hardcore para os mais velhos, não há meio-termo. (E mesmo o que eles chamam de "family rides" deixavam qualquer família portuguesa traumatizada...)

Recusando-me eu a entrar em qualquer montanha russa com quedas quase verticais ou loopings assustadores (mas estive quase a entrar na Roar porque não tinha loopings, antes de me acagaçar quando vi um carro parado logo antes da grande descida quase vertical com que tudo começa), a única em que aceitei ir foi Monsoon Falls, uma queda quase livre que me deixou completamente encharcado. E, num parque de diversões, toda a gente nos consegue ouvir gritar. Aliás, é praticamente obrigatório.