| Lisboa, Maio de 2012 |
Blog-notas de ideias soltas; post-it público de observações casuais; fragmentos em roda livre, fixados em âmbar. Eu, sem filtro. jorge.mourinha@gmail.com
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22 de maio de 2012
26 de março de 2011
dúvida existencial
Ainda estou a tentar perceber porque é que os nutricionistas têm sempre tão mau aspecto.
27 de dezembro de 2009
DE VOLTA AO ACONCHEGO
last five played: Lush, ABC, Electronic, Judy Collins, Tommy Parsons & Lee Hazlewood
now playing: Ban, "Pá-rá-rá"
next five played: Lloyd Cole, Julia Fordham, Nino Rota, David Byrne, Nine Inch Nails
Gosto do frio seco, quase tangível, de Dezembro (e também de Janeiro), sobretudo se o céu está de um azul luminoso sem nuvens. Lembro-me de um Janeiro em Londres em que andei pela cidade a passear agasalhado num destes dias.
Gosto do calor aconchegado da cama nestas manhãs de Dezembro, enrolado na aura quente, confortável, preguiçosa do édredon, acordando com o som da TSF e deixando-me ficar a desfrutar do quentinho mais alguns minutos, ou então, por ser fim-de-semana, de me deixar estar por ali com um gato que ronrona satisfeito aos pés da cama. Lembro-me, quando era miúdo, nos anos 1970, das manhãs de domingo que ia passar enroscado com os meus pais na cama do quarto deles, com a rádio ligada na Comercial a ouvir o Pão com Manteiga ou a pôr discos no gira-discos na salinha ao lado, que eu me levantava pressuroso para mudar sempre que acabava um lado.
now playing: Ban, "Pá-rá-rá"
next five played: Lloyd Cole, Julia Fordham, Nino Rota, David Byrne, Nine Inch Nails
Gosto do frio seco, quase tangível, de Dezembro (e também de Janeiro), sobretudo se o céu está de um azul luminoso sem nuvens. Lembro-me de um Janeiro em Londres em que andei pela cidade a passear agasalhado num destes dias.
Gosto do calor aconchegado da cama nestas manhãs de Dezembro, enrolado na aura quente, confortável, preguiçosa do édredon, acordando com o som da TSF e deixando-me ficar a desfrutar do quentinho mais alguns minutos, ou então, por ser fim-de-semana, de me deixar estar por ali com um gato que ronrona satisfeito aos pés da cama. Lembro-me, quando era miúdo, nos anos 1970, das manhãs de domingo que ia passar enroscado com os meus pais na cama do quarto deles, com a rádio ligada na Comercial a ouvir o Pão com Manteiga ou a pôr discos no gira-discos na salinha ao lado, que eu me levantava pressuroso para mudar sempre que acabava um lado.
27 de novembro de 2009
MORDE AQUI A VER SE ELE DEIXA
Queria só dizer que há muito tempo que não me ria tanto a ler uma crítica.
25 de agosto de 2009
738
Poucas coisas são mais incomodativas do que esperar durante dez minutos na paragem pelo autocarro com uma miúda pequena que fala alto não se cala, acompanhada pelos avós que já não têm grande paciência para a ouvir e lhe respondem já meio maçados mas também (por serem avós) não a mandam calar, e perceber que, depois de subirmos todos para o autocarro, nem assim ela se cala.
Felizmente, eles saíram antes de mim.
por outras palavras:
coisas indizíveis,
observações descentradas,
portugal no seu melhor,
teenagers inconscientes,
tenham medo. tenham muito medo,
viva o transporte público
7 de junho de 2009
JAYWALKING
"Jaywalking" é o nome dado em inglês ao pessoal que atravessa a rua fora da passadeira. É espantoso como, sendo Portugal um país tão dado a essa prática, desde velhotes que atravessam avenidas inteiras com o sinal vermelho a fazerem sinal com a mão para os automobilistas esperarem a senhores de camisola de marca, telemóvel e carteira na mão e jornal debaixo do braço que atravessam a meio da rua para regressarem ao carro que deixaram arrumado em segunda mão com os quatro piscas do outro lado da rua, não temos uma expressão que a defina. Confesso: eu sou sempre a favor dos direitos dos peões quando eles protestam quanto aos carros estarem mal arrumados em cima do passeio ou das passadeiras. Mas espanto-me como nunca ninguém se recorda de que isso não lhes dá o direito de andarem pelo meio da estrada como se ela fosse um passeio — como as senhoras que esta tarde passeavam pelo meio da rua como se não fosse nada com elas enquanto eu tentava arrumar o carro.
20 de dezembro de 2008
COISAS INDIZÍVEIS
É impressão minha ou aquele anúncio do barquinho com a canção do musical Annie e com a Bárbara Guimarães a não se perceber muito bem o que está lá a fazer é uma coisa indizível?
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