Blog-notas de ideias soltas; post-it público de observações casuais; fragmentos em roda livre, fixados em âmbar. Eu, sem filtro. jorge.mourinha@gmail.com
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28 de dezembro de 2011
I've got an iPhone and I'm going to use it
Toda a gente em São Francisco tem um smartphone (e oitenta por cento dos smartphones de São Francisco são iPhones, mas isso agora não interessa nada), e toda a gente em São Francisco está permanentemente a fazer qualquer coisa com o smartphone ao pequeno-almoço, ao almoço, ao café, ao jantar, enquanto bebe um copo, etc. Não é um exclusivo americano, nem de São Francisco, mas atinge aqui uma dimensão que ainda não senti em Lisboa - ao ponto de ter visto alguém no Café Mystique a tirar uma foto do almoço com o iPhone. Tenho a sensação que, agora sim, estamos a entrar naquilo a que se chama "realidade aumentada".
por outras palavras:
a tecnologia é uma coisa maravilhosa não é?,
if you're going to San Francisco,
isto anda tudo ligado,
juventude em marcha,
made with a Mac,
telemóvel
10 de maio de 2011
as maravilhas da vida moderna
Porque é que as pessoas, quando estão a almoçar sózinhas, pegam no telemóvel e começam a falar em altos berros com as pessoas com quem não falam há muito tempo?
27 de agosto de 2009
A TECNOLOGIA É UMA COISA MARAVILHOSA, NÃO É?
Na mesa ao lado da minha, três executivos/bancários/comerciais de fato e gravata almoçavam. Em si, nada de extraordinário. O que já é mais extraordinário é que, apesar de estarem a almoçar na mesma mesa, supostamente juntos, estavam os três colados aos telemóveis, com um deles a tocar de cinco em cinco minutos com um som que se ouvia no restaurante todo.
Isto é um bocado doente, acho eu.
Isto é um bocado doente, acho eu.
por outras palavras:
a tecnologia é uma coisa maravilhosa não é?,
é a cultura,
irritantes quotidianos,
observações descentradas,
telemóvel,
tenham medo. tenham muito medo
5 de junho de 2009
QUANDO O TELEFONE TOCA
No restaurante, a hora de almoço é interrompida repetidamente por telefones que tocam e gente que os atende entre duas garfadas do prato do dia. Quando são grandes mesas com sete, oito e nove colegas de emprego que vêm almoçar juntos, todos impecáveis de fatinho e gravata e smartphone de último modelo em cima da carteira, a barulheira pode ser bastante cacofónica.
No autocarro, uma senhora fala muito alto e toda a gente ouve a conversa com a mãe que tem de ir fazer o controle dos diabetes e não há maneira de ir. Não sei se a senhora fala alto para a mãe a ouvir ou porque sim.
No autocarro, uma senhora fala muito alto e toda a gente ouve a conversa com a mãe que tem de ir fazer o controle dos diabetes e não há maneira de ir. Não sei se a senhora fala alto para a mãe a ouvir ou porque sim.
16 de abril de 2009
POLAROID: MAIS PERTO DO QUE É IMPORTANTE
Entro no Ben & Jerry's do Chiado para algum reforço positivo (mint chocolate chunk, mmmmm) e enquanto estou a ser atendido, entra um dos mendigos que costumam estar nas igrejas do Chiado, com um telemóvel e um carregador na mão. Diz, num português arrevesado, que não quer pedir esmola, quer apenas carregar o telemóvel, e a empregada indica-lhe que pode carregá-lo numa tomada que fica numa das paredes junto às mesas. Quando ele liga o carregador, começa a dirigir-se para a porta, e a empregada pergunta-lhe, "mas vai ficar ao pé do carregador ou não?" e ele lá explica, no seu português arrevesado, que não; que vai voltar para a igreja e deixar ali o telemóvel. A empregada diz-lhe que nem pensar, que não se responsabiliza pelo que possa acontecer ao telemóvel, e dá-lhe a escolher: ou fica ali enquanto o telemóvel está a carregar, ou se vai embora e leva o telemóvel. O mendigo prefere levar o telemóvel.
por outras palavras:
é a cultura,
polaroid,
telemóvel
30 de junho de 2007
POLAROID: TELEMÓVEL
De pé ao fundo das escadas que levam ao átrio da estação de metro do Colégio Militar, o jovem vestido à moda a falar ao telemóvel olha em frente sem realmente ver, absorvido naquilo que está a ouvir. Sem uma palavra, desliga o telemóvel e baixa-o lentamente, continuando a olhar em frente como se ainda estivesse a ouvir, como se estivesse noutro sítio e não a receber aquela chamada ao fundo das escadas que levam ao átrio da estação.
por outras palavras:
irritantes quotidianos,
observações descentradas,
polaroid,
telemóvel
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