Blog-notas de ideias soltas; post-it público de observações casuais; fragmentos em roda livre, fixados em âmbar. Eu, sem filtro. jorge.mourinha@gmail.com
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15 de maio de 2012
live ditt hem
Alguém conhece alguém que more verdadeiramente numa casa tão impecável como as que aparecem no catálogo da IKEA (ou pelo menos alguém que não seja sueco)? Será a isto que se chama "marketing aspiracional"?
16 de abril de 2010
Quem sabe, sabe
Isto chegou ao meu e-mail há poucos minutos:
Dear Sir,
Please note that delivery of some copies of The Economist this week has been affected by the flight disruptions caused by the volcanic ash cloud over large parts of Northern Europe and the UK.
We’re sorry about the delay this may cause to delivery of your Economist this week, and are working to get your copy to you as soon as possible.
As a subscriber, there are two alternative ways to enjoy The Economist. Firstly, all articles of this week’s edition can be accessed via The Economist online. Secondly, you can download The Economist in audio, which is available every Friday.
In order to take advantage of these free subscriber services, simply log onto www.economist.com and activate your online account, if you haven’t already done so.
Your copy will be with you as quickly as we can make it happen. We expect the delay may be a few days, so we will extend the subscription of affected customers by one issue to make up for this inconvenience.
Sincerely,
Susan Clark
Managing Director, CEMEA and Group Marketing Director
6 de janeiro de 2010
THE UNCOMMON NAVIGATOR
É uma das vozes que mais gosto actualmente de ler na internet - sobretudo porque se recusa à tirania do post constante ou do comentário sobre tudo e mais alguma coisa. Lane Wallace só escreve aí uma vez por semana e, quando escreve, escreve autênticos ensaios, com a estrutura e densidade de uma longa coluna de opinião. E fá-lo, sempre, com inteligência e precisão. A sua coluna online chama-se The Uncommon Navigator.
last five played: Shoukichi Kina, Belly, Elvis Costello, Us 3, Jurassic 5
now playing: Bulllet, "Prague Connection (vocal mix)"
next five playing: Sérgio Godinho, U2, Kevin Rowland, Indochine, António Pinho Vargas
last five played: Shoukichi Kina, Belly, Elvis Costello, Us 3, Jurassic 5
now playing: Bulllet, "Prague Connection (vocal mix)"
next five playing: Sérgio Godinho, U2, Kevin Rowland, Indochine, António Pinho Vargas
por outras palavras:
a tecnologia é uma coisa maravilhosa não é?,
as palavras do mestre,
bom senso,
civilização,
isto anda tudo ligado,
questões pertinentes
15 de dezembro de 2009
THE DECEMBERISTS
Não vou tão longe aqui como o rapaz, mas confesso que gosto muito do frio seco de Dezembro e de Janeiro quando o céu está límpido e azul. Sobretudo quando está o aquecedor ligado ou o gato está enroscado a dormir no sofá qual gerador de calor. (Ironicamente, agora está a chover.)
por outras palavras:
civilização,
é a cultura,
É Natal,
prazeres culpados
7 de dezembro de 2009
QUEDA DO IMPÉRIO
"...Beneath all this is the peculiar British combination of bragging and bewilderment, an air of expectations great but unmet and of unrealised specialness. It is hard to think of another country so keen to magnify its accomplishments (everything must be "the best in the world"), yet also to wallow in its failings; so deluded and yet so morbidly disappointed."
É engraçado como aquilo de que o Economist fala na coluna Bagehot desta semana relativamente a Inglaterra podia perfeitamente ser aplicável a este nosso cantinho.
É engraçado como aquilo de que o Economist fala na coluna Bagehot desta semana relativamente a Inglaterra podia perfeitamente ser aplicável a este nosso cantinho.
5 de outubro de 2009
POSTAL DE LONDRES
War Horse no New London Theatre - mil espectadores num auditório acanhado construído em 1973 nos andares superiores de um prédio em pleno Soho, acessível através de uma interminável sucessão de lances de escadas, uma peça que o Alex definiu como "magia pura", com o trabalho da Handspring Puppet Company sul-africana nesta adaptação do romance de Michael Morpurgo absolutamente sublime na capacidade de recriar a alma do cavalo com três marionetistas visíveis a darem corpo e vida a um esqueleto articulado.
Uma visita à Waterstone's de Piccadilly (203-206 Piccadilly, metro Piccadilly Circus), seis andares de livros no antigo edifício da loja de cavalheiros Simpsons - uma extraordinária arquitectura Art Deco a que a cadeia de livrarias emprestou uma funcionalidade pragmática e um stock absolutamente interminável. Um par de números mais abaixo, descubro a extraordinária Hatchard's (187 Piccadilly, metro Piccadilly Circus), quatro pisos que se confirmam de maneira notável à imagem que temos de uma livraria inglesa: cheia de cantos, confortável, discreta, elegante, educada, vazia nesta hora de almoço de domingo.
Uma sanduíche, um café e um hedonista quadrado de caramelo no Caffe Nero do Piccadilly Market, no jardim da igreja de S. Jaime (197 Piccadilly, metro Piccadilly Circus) com a caravana verde do acompanhamento psicológico a dar para o túmulo do visconde de Southwood.
A desilusão de ver a HMV de Oxford Street (150 Oxford Street, metro Oxford Circus) reduzida a uma sombra do que era, com o stock de discos e livros muito reduzido para dar lugar a DVDs e jogos de computador, mesmo que a secção de clássica do e nichos do piso inferior continue muito boa. Mas o catálogo profundo tem falhas indesculpáveis e os livros já não são o que foram. Trago os novos dos Prefab Sprout e David Sylvian (mais baratos do que se os comprasse cá), a reedição de Reckoning dos R. E. M., os remasters de Unhalfbricking e Liege and Lief dos Fairport Convention (que nem sequer encontro cá, e que encontro mais baratos do que se os comprasse cá). Mas nem na HMV nem na Hatchard's nem na Waterstone's encontro o livro dos 50 anos da Island, e o Stay Positive dos Hold Steady é mentira.
A descoberta dos maravilhosos e suculentos hamburgers da cadeia Byron (slogan: "proper hamburgers". Absolutamente) e das pastelarias francesas Paul (ai aquele macaron praline), ainda por cima lado a lado na Gloucester Road para dose dupla de hedonismo (Byron: 75 Gloucester Road, com lojas na Kensington High Street, no centro comercial Westfield em White City e na King's Road; Paul: 73 Gloucester Road, com mais 21 lojas em Londres).
A maravilhosa cama do Crowne Plaza London Kensington, uma das melhores em que já dormi; o próprio hotel, recentemente renovado, é simpático, moderno, confortável — só precisa de pessoal mais bem treinado...
Uma visita à Waterstone's de Piccadilly (203-206 Piccadilly, metro Piccadilly Circus), seis andares de livros no antigo edifício da loja de cavalheiros Simpsons - uma extraordinária arquitectura Art Deco a que a cadeia de livrarias emprestou uma funcionalidade pragmática e um stock absolutamente interminável. Um par de números mais abaixo, descubro a extraordinária Hatchard's (187 Piccadilly, metro Piccadilly Circus), quatro pisos que se confirmam de maneira notável à imagem que temos de uma livraria inglesa: cheia de cantos, confortável, discreta, elegante, educada, vazia nesta hora de almoço de domingo.
Uma sanduíche, um café e um hedonista quadrado de caramelo no Caffe Nero do Piccadilly Market, no jardim da igreja de S. Jaime (197 Piccadilly, metro Piccadilly Circus) com a caravana verde do acompanhamento psicológico a dar para o túmulo do visconde de Southwood.
A desilusão de ver a HMV de Oxford Street (150 Oxford Street, metro Oxford Circus) reduzida a uma sombra do que era, com o stock de discos e livros muito reduzido para dar lugar a DVDs e jogos de computador, mesmo que a secção de clássica do e nichos do piso inferior continue muito boa. Mas o catálogo profundo tem falhas indesculpáveis e os livros já não são o que foram. Trago os novos dos Prefab Sprout e David Sylvian (mais baratos do que se os comprasse cá), a reedição de Reckoning dos R. E. M., os remasters de Unhalfbricking e Liege and Lief dos Fairport Convention (que nem sequer encontro cá, e que encontro mais baratos do que se os comprasse cá). Mas nem na HMV nem na Hatchard's nem na Waterstone's encontro o livro dos 50 anos da Island, e o Stay Positive dos Hold Steady é mentira.
A descoberta dos maravilhosos e suculentos hamburgers da cadeia Byron (slogan: "proper hamburgers". Absolutamente) e das pastelarias francesas Paul (ai aquele macaron praline), ainda por cima lado a lado na Gloucester Road para dose dupla de hedonismo (Byron: 75 Gloucester Road, com lojas na Kensington High Street, no centro comercial Westfield em White City e na King's Road; Paul: 73 Gloucester Road, com mais 21 lojas em Londres).
A maravilhosa cama do Crowne Plaza London Kensington, uma das melhores em que já dormi; o próprio hotel, recentemente renovado, é simpático, moderno, confortável — só precisa de pessoal mais bem treinado...
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