Blog-notas de ideias soltas; post-it público de observações casuais; fragmentos em roda livre, fixados em âmbar. Eu, sem filtro. jorge.mourinha@gmail.com
4 de maio de 2010
3 de maio de 2010
1 de maio de 2010
What I did on my vacation
29 de abril de 2010
28 de abril de 2010
27 de abril de 2010
26 de abril de 2010
25 de abril de 2010
What I did on my vacation
24 de abril de 2010
O abismo tecnológico
Depois deste texto, tenho a impressão que percebo melhor porque é que o meu pai nunca conseguiu programar o gravador de video.
23 de abril de 2010
What I did on my vacation
22 de abril de 2010
What I did on my vacation
21 de abril de 2010
What I did on my vacation
O Polvo Unido Jamais Será Vencido
Agora que se aproxima o 25 de Abril sempre, é apropriado contar-vos o caso do polvo superstar.
20 de abril de 2010
What I did on my vacation
Es funkt
Agora só era preciso que a rádio fosse melhor...
Sim, ele voltou
Eu quero tanto ver isto.
Socialisme, o novo Godard, estreia em Cannes em Maio.
Socialisme, o novo Godard, estreia em Cannes em Maio.
por outras palavras:
as palavras do mestre,
é a cultura,
imagens de cortar a respiração,
isto anda tudo ligado,
o maior poeta português ao vivo,
obsessões pop
19 de abril de 2010
What I did on my vacation
18 de abril de 2010
Estou tão fã da Bacalhau
Ando a gostar tanto dos Deolinda que até gostei logo do single novo e do teledisco então nem se fala.
17 de abril de 2010
16 de abril de 2010
Quem sabe, sabe
Isto chegou ao meu e-mail há poucos minutos:
Dear Sir,
Please note that delivery of some copies of The Economist this week has been affected by the flight disruptions caused by the volcanic ash cloud over large parts of Northern Europe and the UK.
We’re sorry about the delay this may cause to delivery of your Economist this week, and are working to get your copy to you as soon as possible.
As a subscriber, there are two alternative ways to enjoy The Economist. Firstly, all articles of this week’s edition can be accessed via The Economist online. Secondly, you can download The Economist in audio, which is available every Friday.
In order to take advantage of these free subscriber services, simply log onto www.economist.com and activate your online account, if you haven’t already done so.
Your copy will be with you as quickly as we can make it happen. We expect the delay may be a few days, so we will extend the subscription of affected customers by one issue to make up for this inconvenience.
Sincerely,
Susan Clark
Managing Director, CEMEA and Group Marketing Director
15 de abril de 2010
What I did on my vacation
14 de abril de 2010
What I did on my vacation
13 de abril de 2010
What I did on my vacation
Sim, Cristina, os gatos falam quando dormem
Era só para dizer que o Diogo está aqui enroscado no sofá a sonhar e a gemer e ressonar baixinho. Presumo que esteja a sonhar com as moscas que passou o dia a perseguir e, em alguns momentos, até conseguiu apanhar.
12 de abril de 2010
11 de abril de 2010
Polaroid 727
O sem-abrigo apaga o cigarro antes de entrar e entra no autocarro como a maior das normalidades, sem mostrar nenhum bilhete ao condutor, sentando-se na parte da trás. Na paragem seguinte, do outro lado do Marquês de Pombal, já depois de ter saído um passageiro e da porta fechada, levanta-se do lugar, dirige-se para a porta e grita muito alto para o condutor. "Psst! Oh, guardanapo! Abre lá a porta!"
10 de abril de 2010
Cold turkey
Sei de umas quantas pessoas para quem isto não é assim tão má ideia como isso.
(via Andrew Sullivan)
9 de abril de 2010
Ela voltou
Um disco novo d'Ela? 2010 vai ser grande.
8 de abril de 2010
Tenham medo. Tenham muito medo
PIXELS by PATRICK JEAN.
Enviado por onemoreprod. - videos de Arte e de animação
(obrigado ao Pedro Aniceto)
7 de abril de 2010
11 DE MAIO
Chama-se High Violet. Se forem todas como esta, já encontrei o meu álbum do ano.
The National, "Bloodbuzz Ohio" ao vivo em Los Angeles em Agosto de 2009. O primeiro single do álbum High Violet, editado pela 4AD a 11 de Maio, pode ser descarregado gratuitamente no site oficial da banda.
The National, "Bloodbuzz Ohio" ao vivo em Los Angeles em Agosto de 2009. O primeiro single do álbum High Violet, editado pela 4AD a 11 de Maio, pode ser descarregado gratuitamente no site oficial da banda.
30 de janeiro de 2010
APARTMENT STORY (for one)
Há alturas em que um disco acerta na mouche naquilo que andamos a sentir e nos dá a "pica" para mudar as coisas. Neste final de Janeiro de 2010 é (outra vez) Boxer, dos National.
for days we'll stay inside till somebody finds us
do whatever the tv tells us
stay inside our rosy-minded fuzz
for days we'll stay inside till somebody finds us
do whatever the tv tells us
stay inside our rosy-minded fuzz
The National, "Apartment Story" in Boxer (Beggars Banquet 2008), real. Bennett Gwin
28 de janeiro de 2010
iPENSO, LOGO iEXISTO
A menina Alice, sempre atenta, dizia no outro dia que o novo rato da Apple lhe lembrava um pensinho diário. Não me surpreende, por isso, que algumas senhoras (americanas, como convém) tenham ficado desagradadas com o lançamento do iPenso.
27 de janeiro de 2010
VIDA DE GATO
O Diogo está a fazer-se um belo gato, atlético, elegante, arisco e muito afectuoso - e aquilo que nunca me canso de ver nele e que me surpreende e deslumbra de cada vez é a aparente incapacidade que ele tem de exprimir medo.
Não quero com isto dizer que o Diogo, ou que os gatos no geral, sejam incapazes de o sentir; apenas que não vejo nele nenhuma reacção de medo ou angústia ou preocupação quando confrontado com algo que não conhece. Antes uma espécie de curiosidade quase distanciada, desarmante, de engenhocas posto frente a um aparelho que se pergunta "vamos lá a ver como isto funciona".
Não sei se é efeito das garras, dos reflexos rápidos, da segurança, da confiança que todos os gatos parecem ter (do género eu-cá-sou-bom-sou-muito-bom, herdada sem dúvida do seu estatuto de divindade da antiguidade clássica). Só sei que o Diogo é um bicho eminentemente pragmático: isto serve para quê? E encontra sempre a mesma resposta: para o divertir.
Não quero com isto dizer que o Diogo, ou que os gatos no geral, sejam incapazes de o sentir; apenas que não vejo nele nenhuma reacção de medo ou angústia ou preocupação quando confrontado com algo que não conhece. Antes uma espécie de curiosidade quase distanciada, desarmante, de engenhocas posto frente a um aparelho que se pergunta "vamos lá a ver como isto funciona".
Não sei se é efeito das garras, dos reflexos rápidos, da segurança, da confiança que todos os gatos parecem ter (do género eu-cá-sou-bom-sou-muito-bom, herdada sem dúvida do seu estatuto de divindade da antiguidade clássica). Só sei que o Diogo é um bicho eminentemente pragmático: isto serve para quê? E encontra sempre a mesma resposta: para o divertir.
14 de janeiro de 2010
JONI (para A. S. e R. F.)
Houve duas pessoas que me ensinaram a gostar da Joni Mitchell.
A primeira foi o António Sérgio, que passava no Som da Frente o "Ethiopia" do Dog Eat Dog, pelo meio dos Smiths, da Laurie Anderson, dos Sisters of Mercy e dos Cocteau Twins,
A segunda foi o Rui Ferreira, que, dois ou três anos mais tarde, me emprestou o Court and Spark e me apresentou ao Ry Cooder e ao Randy Newman.
Lembrei-me deles, hoje, a ouvir outra vez a Joni dos anos 1980; ou melhor, a Joni de dois álbuns dos anos 1980, o Dog Eat Dog de 1985 que resistiu ao tempo de modo estupendo como grande álbum de protesto mal-disposto disfarçado por trás da seda pulsante e eléctrica dos sintetizadores trazidos por Thomas Dolby para a produção, e o Chalk Mark in a Rain Storm de 1988 que cristalizou um momento em que a sua música vivia tanto das composições como da produção que as transformava numa espécie de pintura aural tridimensional explorando a tecnologia.
Saudades.
Joni Mitchell, "Good Friends", de Dog Eat Dog (Geffen 1985), real. Jim Blashfield
(aqui, o video para "My Secret Place", de Chalk Mark in a Rain Storm, Geffen 1988, real. Anton Corbijn)
A primeira foi o António Sérgio, que passava no Som da Frente o "Ethiopia" do Dog Eat Dog, pelo meio dos Smiths, da Laurie Anderson, dos Sisters of Mercy e dos Cocteau Twins,
A segunda foi o Rui Ferreira, que, dois ou três anos mais tarde, me emprestou o Court and Spark e me apresentou ao Ry Cooder e ao Randy Newman.
Lembrei-me deles, hoje, a ouvir outra vez a Joni dos anos 1980; ou melhor, a Joni de dois álbuns dos anos 1980, o Dog Eat Dog de 1985 que resistiu ao tempo de modo estupendo como grande álbum de protesto mal-disposto disfarçado por trás da seda pulsante e eléctrica dos sintetizadores trazidos por Thomas Dolby para a produção, e o Chalk Mark in a Rain Storm de 1988 que cristalizou um momento em que a sua música vivia tanto das composições como da produção que as transformava numa espécie de pintura aural tridimensional explorando a tecnologia.
Saudades.
Joni Mitchell, "Good Friends", de Dog Eat Dog (Geffen 1985), real. Jim Blashfield
(aqui, o video para "My Secret Place", de Chalk Mark in a Rain Storm, Geffen 1988, real. Anton Corbijn)
9 de janeiro de 2010
SIM, É VERDADE, SOU UM IGNORANTE
Queria só dizer que me farto de ouvir falar das Penhas Douradas mas percebi agora que, como sou uma nulidade em geografia, não faço a mínima onde raio em Portugal é que fica.
6 de janeiro de 2010
PDC (projecto de digitalização em curso)
O PDC tem surpresas destas - recordar-me uma canção que nunca mais acaba que regressa a espaços na minha vida e sempre quando me faz falta ouvi-la. O teledisco não é inspirado, mas é canção para a ilha deserta.
"Vai Acontecer de Novo" de Paulo Miklos, dos Titãs, in Vou Ser Feliz e Já Volto (Abril Music 2001)
.
"Vai Acontecer de Novo" de Paulo Miklos, dos Titãs, in Vou Ser Feliz e Já Volto (Abril Music 2001)
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THE UNCOMMON NAVIGATOR
É uma das vozes que mais gosto actualmente de ler na internet - sobretudo porque se recusa à tirania do post constante ou do comentário sobre tudo e mais alguma coisa. Lane Wallace só escreve aí uma vez por semana e, quando escreve, escreve autênticos ensaios, com a estrutura e densidade de uma longa coluna de opinião. E fá-lo, sempre, com inteligência e precisão. A sua coluna online chama-se The Uncommon Navigator.
last five played: Shoukichi Kina, Belly, Elvis Costello, Us 3, Jurassic 5
now playing: Bulllet, "Prague Connection (vocal mix)"
next five playing: Sérgio Godinho, U2, Kevin Rowland, Indochine, António Pinho Vargas
last five played: Shoukichi Kina, Belly, Elvis Costello, Us 3, Jurassic 5
now playing: Bulllet, "Prague Connection (vocal mix)"
next five playing: Sérgio Godinho, U2, Kevin Rowland, Indochine, António Pinho Vargas
por outras palavras:
a tecnologia é uma coisa maravilhosa não é?,
as palavras do mestre,
bom senso,
civilização,
isto anda tudo ligado,
questões pertinentes
4 de janeiro de 2010
COISAS EM QUE VALE A PENA PENSAR
The arc of history is far slower than our 24-hour news cycle or our ADD blog-posting.
Andrew Sullivan, no blog Daily Dish, 31/12/2009
now playing: Patti Smith & Kevin Shields, "The Coral Sea (12.09.06 #2)"
3 de janeiro de 2010
SABEDORIA
Para continuarmos a acreditar nas coisas não devemos estar demasiado conscientes do julgamento dos outros. De qualquer maneira, acho que na nossa vida nunca estamos onde as outras pessoas pensam que estamos.
— Fanny Ardant a Isabel Coutinho, no Ipsilon de 31/12/2009
2 de janeiro de 2010
FELINIDADES
Tenho um pacto com o meu gato Diogo. Eu não compreendo porque é que ele às vezes fica a olhar para mim, imperscrutável, impecavelmente sentado em perfeita posição felina imortalizada em bibelô baratucho, e ele não compreende porque é que eu de vez em quando fico a olhar para ele a fazer maldades a uma bola de lã a que se atira como se fosse a presa dos sonhos dele.
No resto do tempo, entendemo-nos perfeitamente, sobretudo quando ele me salta para o colo e começa a afofar com a sua patinha branca peluda enquanto começa a ronronar qual carro alemão topo de gama.
No resto do tempo, entendemo-nos perfeitamente, sobretudo quando ele me salta para o colo e começa a afofar com a sua patinha branca peluda enquanto começa a ronronar qual carro alemão topo de gama.
1 de janeiro de 2010
2009 : FILMES
STAR TREK de J. J. Abrams (2009)
MILK de Gus van Sant (2009)
OS LIMITES DO CONTROLO de Jim Jarmusch (2008)
ESTADO DE GUERRA de Kathryn Bigelow (2008)
A MULHER SEM CABEÇA de Lucrecia Martel (2008)
ANDANDO de Hirokazu Kore-eda (2008)
UM PROFETA de Jacques Audiard (2009)
NE CHANGE RIEN de Pedro Costa (2009)
OS IRMÃOS BLOOM de Rian Johnson (2008)
A ZONA de Sandro Aguilar (2008)
ALTAMENTE! de Pete Docter e Bob Peterson (2009)
CHÉRI de Stephen Frears (2009)
UM CONTO DE NATAL de Arnaud Desplechin (2008)
DEIXA-ME ENTRAR de Tomas Alfredson (2008)
UM DIA DE CADA VEZ de Mike Leigh (2007)
DISTRITO 9 de Neill Blomkamp (2009)
HISTÓRIAS DE CAÇADEIRA de Jeff Nichols (2007)
ISTO É INGLATERRA de Shane Meadows (2007)
OF TIME AND THE CITY de Terence Davies (2008)
A ONDA de Dennis Gansel (2008)
PATTI SMITH: DREAM OF LIFE de Steven Sebring (2007)
SACANAS SEM LEI de Quentin Tarantino (2009)
VALSA COM BASHIR de Ari Folman (2008)
31 de dezembro de 2009
A DESPROPÓSITO
Ah, é verdade, bom ano.
now playing: Brian Eno with Daniel Lanois & Roger Eno, "Silver Morning"
now playing: Brian Eno with Daniel Lanois & Roger Eno, "Silver Morning"
RETURN OF THE SON OF THE TWO-CAT EXPERIENCE
D. Noémia é uma misantropa. Instala-se confortavelmente no sofá ou na estante de livros junto à janela, pontualmente debaixo da cama (à cabeceira, junto à mesa de apoio, ou então aos pés, pertinho do aquecedor), mas garantidamente não se mistura com a criadagem. Suporta relutantemente as expressões de afecto e simpatia do staff; mais do que um par de festas ou de cócegas nas orelhas é refutado com um sibilar pouco amigável e uma patada. E recusa-se terminantemente a alimentar-se ou a visitar o quartinho se houver staff por perto.
Nota-se, no entanto, uma clara progressão: há uma semana, qualquer presença do staff a cinco metros de distância levava ao eriçar do pêlo e a um rosnar possuído a meio caminho entre os efeitos de som do Exorcista e um concerto de throat singers de Tuva (esta comparação surge por cortesia de Alface Pequena e seu pai Alface Grande), que hoje parece já ter sido abandonado.
D. Diogo, por seu lado, esforça-se por ser um anfitrião respeitador e amável, coisa que D. Noémia reconhece algo distante. Já por um par de vezes dei com os dois felinos amigavelmente encostados a dormir afincadamente no sofá, e duas a três vezes por dia ouço ruídos de perseguições agitadas pelo corredor fora, com pequenos miados inquisitivos do anfitrião e alguns rugidos desagradados da hóspede a pontuar os momentos que resultam, geralmente, em tapetes fora do sítio.
Mas D. Diogo mantém-se teimosamente perplexo com a reacção hostil de D. Noémia às tentativas de manifestação de afecto do staff, ele que é tão apreciador de festas, colos, guloseimas, brincadeiras e focinhadelas.
last five played: David Holmes, Jane Birkin, The Feelies, Cliff Richard, Atmosphere
now playing: Benoît Charest, "Cabaret Aspirateur" da banda-sonora das "Triplettes de Belleville"
next five playing: Brian Eno, Stowaways, Pedro Luís & A Parede, Étienne Daho, Curve
Nota-se, no entanto, uma clara progressão: há uma semana, qualquer presença do staff a cinco metros de distância levava ao eriçar do pêlo e a um rosnar possuído a meio caminho entre os efeitos de som do Exorcista e um concerto de throat singers de Tuva (esta comparação surge por cortesia de Alface Pequena e seu pai Alface Grande), que hoje parece já ter sido abandonado.
D. Diogo, por seu lado, esforça-se por ser um anfitrião respeitador e amável, coisa que D. Noémia reconhece algo distante. Já por um par de vezes dei com os dois felinos amigavelmente encostados a dormir afincadamente no sofá, e duas a três vezes por dia ouço ruídos de perseguições agitadas pelo corredor fora, com pequenos miados inquisitivos do anfitrião e alguns rugidos desagradados da hóspede a pontuar os momentos que resultam, geralmente, em tapetes fora do sítio.
Mas D. Diogo mantém-se teimosamente perplexo com a reacção hostil de D. Noémia às tentativas de manifestação de afecto do staff, ele que é tão apreciador de festas, colos, guloseimas, brincadeiras e focinhadelas.
last five played: David Holmes, Jane Birkin, The Feelies, Cliff Richard, Atmosphere
now playing: Benoît Charest, "Cabaret Aspirateur" da banda-sonora das "Triplettes de Belleville"
next five playing: Brian Eno, Stowaways, Pedro Luís & A Parede, Étienne Daho, Curve
por outras palavras:
a aventura continua,
animais curtidos,
gato
30 de dezembro de 2009
I'LL BE SEEING YOU
E os leões-marinhos foram-se embora da minha outra cidade.
now playing Lloyd Cole, "Travelling Light"
now playing Lloyd Cole, "Travelling Light"
29 de dezembro de 2009
PÉROLAS DE SABEDORIA OUVIDAS NO 738 EM ÉPOCA FESTIVA
"Antigamente não havia nada e a gente governava-se"
"A vida dos outros não me interessa nada a mim"
"A televisão estraga a vista"
"Não tem dinheiro para comprar um pão para levar para casa mas já tem dinheiro para comprar um maço de cigarros para levar para casa"
last five played: Nina Simone, San Francisco Gay Men's Chorus, Bill Frisell, Magnétophone, Balla
now playing: Adiafa, "Pêra Madura"
next five playing: Marvin Gaye, Ella Fitzgerald, Bob Marley, Joy Division, Silence 4
"A vida dos outros não me interessa nada a mim"
"A televisão estraga a vista"
"Não tem dinheiro para comprar um pão para levar para casa mas já tem dinheiro para comprar um maço de cigarros para levar para casa"
last five played: Nina Simone, San Francisco Gay Men's Chorus, Bill Frisell, Magnétophone, Balla
now playing: Adiafa, "Pêra Madura"
next five playing: Marvin Gaye, Ella Fitzgerald, Bob Marley, Joy Division, Silence 4
27 de dezembro de 2009
DE VOLTA AO ACONCHEGO
last five played: Lush, ABC, Electronic, Judy Collins, Tommy Parsons & Lee Hazlewood
now playing: Ban, "Pá-rá-rá"
next five played: Lloyd Cole, Julia Fordham, Nino Rota, David Byrne, Nine Inch Nails
Gosto do frio seco, quase tangível, de Dezembro (e também de Janeiro), sobretudo se o céu está de um azul luminoso sem nuvens. Lembro-me de um Janeiro em Londres em que andei pela cidade a passear agasalhado num destes dias.
Gosto do calor aconchegado da cama nestas manhãs de Dezembro, enrolado na aura quente, confortável, preguiçosa do édredon, acordando com o som da TSF e deixando-me ficar a desfrutar do quentinho mais alguns minutos, ou então, por ser fim-de-semana, de me deixar estar por ali com um gato que ronrona satisfeito aos pés da cama. Lembro-me, quando era miúdo, nos anos 1970, das manhãs de domingo que ia passar enroscado com os meus pais na cama do quarto deles, com a rádio ligada na Comercial a ouvir o Pão com Manteiga ou a pôr discos no gira-discos na salinha ao lado, que eu me levantava pressuroso para mudar sempre que acabava um lado.
now playing: Ban, "Pá-rá-rá"
next five played: Lloyd Cole, Julia Fordham, Nino Rota, David Byrne, Nine Inch Nails
Gosto do frio seco, quase tangível, de Dezembro (e também de Janeiro), sobretudo se o céu está de um azul luminoso sem nuvens. Lembro-me de um Janeiro em Londres em que andei pela cidade a passear agasalhado num destes dias.
Gosto do calor aconchegado da cama nestas manhãs de Dezembro, enrolado na aura quente, confortável, preguiçosa do édredon, acordando com o som da TSF e deixando-me ficar a desfrutar do quentinho mais alguns minutos, ou então, por ser fim-de-semana, de me deixar estar por ali com um gato que ronrona satisfeito aos pés da cama. Lembro-me, quando era miúdo, nos anos 1970, das manhãs de domingo que ia passar enroscado com os meus pais na cama do quarto deles, com a rádio ligada na Comercial a ouvir o Pão com Manteiga ou a pôr discos no gira-discos na salinha ao lado, que eu me levantava pressuroso para mudar sempre que acabava um lado.
23 de dezembro de 2009
MÚSICA PRÁ CAROLA. BOA NOITE
last five played: José Afonso, Maria Bethânia, Eurythmics, Philip Glass, Kristin Hersh
now playing: John Cale, "So What"
next five playing: Idanha-a-Nova, Jeanne Balibar, Donald Fagen, Mountain Goats, Sérgio Godinho
Uma das coisas maravilhosas de já não ter de escrever por obrigação sobre música é que se ganha uma disponibilidade completamente diferente para (re)descobrir os discos que já não se ouviam há muito tempo, que nem sempre se ouviram como deviam ser ouvidos ou que ganharam aquela patine muito especial que só o tempo lhes dá. Faz parte do paradoxo, eu sei.
Outra das coisas maravilhosas é que, há cinco ou dez anos, eu não tinha tanta música convertida em digital e não podia deixar o shuffle do iTunes fazer as justaposições surpreendentes que, ao virar de uma canção, me sugerem (re)descobertas extraordinárias, me recordam instantes, pessoas, emoções, ou me intrigam o suficiente para eu tentar perceber o que (não) vi ali na altura. É um bocado como ter uma estação de rádio que nunca passasse má música.
now playing: John Cale, "So What"
next five playing: Idanha-a-Nova, Jeanne Balibar, Donald Fagen, Mountain Goats, Sérgio Godinho
Uma das coisas maravilhosas de já não ter de escrever por obrigação sobre música é que se ganha uma disponibilidade completamente diferente para (re)descobrir os discos que já não se ouviam há muito tempo, que nem sempre se ouviram como deviam ser ouvidos ou que ganharam aquela patine muito especial que só o tempo lhes dá. Faz parte do paradoxo, eu sei.
Outra das coisas maravilhosas é que, há cinco ou dez anos, eu não tinha tanta música convertida em digital e não podia deixar o shuffle do iTunes fazer as justaposições surpreendentes que, ao virar de uma canção, me sugerem (re)descobertas extraordinárias, me recordam instantes, pessoas, emoções, ou me intrigam o suficiente para eu tentar perceber o que (não) vi ali na altura. É um bocado como ter uma estação de rádio que nunca passasse má música.
17 de dezembro de 2009
COISAS INEXPLICÁVEIS
Eu que não consigo dormir se a televisão tiver ficado acesa e não é que não dei pelo sismo?
15 de dezembro de 2009
THE DECEMBERISTS
Não vou tão longe aqui como o rapaz, mas confesso que gosto muito do frio seco de Dezembro e de Janeiro quando o céu está límpido e azul. Sobretudo quando está o aquecedor ligado ou o gato está enroscado a dormir no sofá qual gerador de calor. (Ironicamente, agora está a chover.)
por outras palavras:
civilização,
é a cultura,
É Natal,
prazeres culpados
14 de dezembro de 2009
9 de dezembro de 2009
O VERDADEIRO CONDUTOR
Queria só dizer que assisti, há pouco, a um condutor enfurecido sair do seu carro, começar a mandar vir violenta, furiosa e gesticulantemente* com um condutor de autocarro e, inclusive, dar uns valentes murros na janela do condutor e ameaçar alguns pontapés na carroçaria. Não terá servido de muito - o autocarro seguiu o seu pachorrento caminho uma vez o sinal aberto - mas pelo menos o homem terá libertado a sua adrenalina.
*não sei se a palavra existe mas é uma imagem bonita
*não sei se a palavra existe mas é uma imagem bonita
8 de dezembro de 2009
7 de dezembro de 2009
QUEDA DO IMPÉRIO
"...Beneath all this is the peculiar British combination of bragging and bewilderment, an air of expectations great but unmet and of unrealised specialness. It is hard to think of another country so keen to magnify its accomplishments (everything must be "the best in the world"), yet also to wallow in its failings; so deluded and yet so morbidly disappointed."
É engraçado como aquilo de que o Economist fala na coluna Bagehot desta semana relativamente a Inglaterra podia perfeitamente ser aplicável a este nosso cantinho.
É engraçado como aquilo de que o Economist fala na coluna Bagehot desta semana relativamente a Inglaterra podia perfeitamente ser aplicável a este nosso cantinho.
27 de novembro de 2009
MORDE AQUI A VER SE ELE DEIXA
Queria só dizer que há muito tempo que não me ria tanto a ler uma crítica.
25 de novembro de 2009
ALEGRIA, ALEGRIA
Impõe-se partilhar isto convosco. Não têm de quê.
24 de novembro de 2009
A VOZ DO POVO
Graffiti lido na rua de Alcântara: "Se português fosse a luz do mundo eu ia preferir viver no escuro".
23 de novembro de 2009
727
Não deixa de ser peculiar que, na rua das Janelas Verdes, o Centro Clínico da GNR esteja situado quase em frente ao Centro Espírita Perdão e Caridade.
21 de novembro de 2009
738
Diz a senhora para o seu companheiro de banco no autocarro: "E então ela perguntou se a que tinha morrido era a boazinha ou a que batia nela."
19 de novembro de 2009
QUERIDO PAI NATAL
Aposto que esta vai estar no sapatinho de muita gente este Natal. Esta, e muitas outras tão boas ou melhores, aqui.
18 de novembro de 2009
CHOCOLATE É CHOCOLATE
Quanto a vocês não sei, mas eu cá não quero o Dairy Milk nas mãos do Mon Chéri.
738
Num sotaque inconfundivelmente brasileiro, a senhora resmunga: "É uma despesa muito grande, água, luz e gás e quatro banhos por dia! Eu nunca vi ninguém tomar quatro banhos por dia!"
E assim se descobre que, afinal, o asseio em excesso é um defeito e não uma virtude.
E assim se descobre que, afinal, o asseio em excesso é um defeito e não uma virtude.
17 de novembro de 2009
OLHA A BELA CHICOTADA PSICOLÓGICA
Portanto, alguns adeptos (segundo o noticiário de ontem da SIC) não acreditam que Carlos Carvalhal vá aquecer o lugar de treinador do Sporting durante muito tempo. É por estas e por outras que tenho a vaga impressão que os jogadores da selecção não devem ter ficado incomodados por aí além por terem sido insultados por alguns adeptos bósnios à chegada a Sarajevo: eles sabem que, se perderem o jogo, os adeptos portugueses vão ser muito piores do que os bósnios alguma vez conseguirão ser.
16 de novembro de 2009
POST INTERROMPIDO POR IRRITANTES TECNOLÓGICOS
Estava eu aqui a escrever um post a explicar porque é que acho que este post do meu amigo Rui Miguel Abreu é óptimo quando o wi-fi foi abaixo sem explicação como costuma fazer a estas horas quando lhe dá para aí. Portanto desisti da explicação e digo-vos só que vão ler o dito cujo.
15 de novembro de 2009
738
Ouvido no trajecto entre o Campo Pequeno e o Marquês de Pombal:
"Se houvesse autocarros da Carris até ao Porto é que era sempre a bombar."
"Se houvesse autocarros da Carris até ao Porto é que era sempre a bombar."
14 de novembro de 2009
OPERAÇÕES ESPECIAIS
Acabo de ouvir no noticiário da noite da SIC que a GNR iniciou no Alentejo uma operação para impedir os furtos nas plantações de azeitona que se chama "Operação Azeitona Segura".
Presumo que, brevemente, teremos a "Operação Bolota Segura", a "Operação Uva Segura", a "Operação Amêndoa Segura" e por aí fora...
Presumo que, brevemente, teremos a "Operação Bolota Segura", a "Operação Uva Segura", a "Operação Amêndoa Segura" e por aí fora...
13 de novembro de 2009
QUESTÕES EXISTENCIAIS DE SEXTA-FEIRA
Porque é que os meus sonhos envolvem sempre
a) carruagens do metro
b) a minha mãe a descer escadas
c) alguém a telefonar-me para me convidar para fazer qualquer coisa que não me sabem explicar
d) combinações variáveis dos itens acima?
a) carruagens do metro
b) a minha mãe a descer escadas
c) alguém a telefonar-me para me convidar para fazer qualquer coisa que não me sabem explicar
d) combinações variáveis dos itens acima?
1 de novembro de 2009
24 de outubro de 2009
NEVER AGAIN
Há poucas coisas mais estranhas do que sermos interpelados na rua por alguém que não vemos há 25 anos, sobretudo quando a pessoa interpelada (no caso, eu) tem uma memória fotográfica inexistente, daquela do género "eu-sei-quem-este-tipo-é-mas-não-estou-nada-a-ver", que nos deixa sempre completamente à toa qualquer que seja a opção que tomamos.
No caso, eu sabia perfeitamente quem era a pessoa, mas não tinha nada a imagem na cara — bastou vir o nome para eu me lembrar, Escola Secundária dos Anjos no tempo antes de ela ser um centro de apoio ao emigrante, aí 1983? 8º? 9º? 10º? Já não me lembro, mas lembro-me que foi na altura em que comecei a ouvir música mesmo a sério, e o Miguel lembrou-me que tinha lá em casa uma das primeiras críticas de discos que escrevi, sobre os Classix Nouveaux (of all people, mas eu na altura era um neo-romântico gorduchito que não tinha coragem de me vestir à neo-romântico, os Duran Duran eram o nec plus ultra). Lembro-me, sobretudo, que o Miguel foi a primeira pessoa a apresentar-me aos U2, emprestou-me o War e eu escrevi-lhe um texto em que dizia que o disco seria tão melhor se o Larry Mullen fosse um bom baterista (admito que a aparelhagem não estivesse bem equalizada).
Para algumas pessoas, sou gajo para não ter aprendido muito desde então. Eu, pessoalmente, discordo (o War não é o meu U2 favorito, mas é um discão do caraças). Mas os Classix Nouveaux continuam a ser um prazer culpado.
No caso, eu sabia perfeitamente quem era a pessoa, mas não tinha nada a imagem na cara — bastou vir o nome para eu me lembrar, Escola Secundária dos Anjos no tempo antes de ela ser um centro de apoio ao emigrante, aí 1983? 8º? 9º? 10º? Já não me lembro, mas lembro-me que foi na altura em que comecei a ouvir música mesmo a sério, e o Miguel lembrou-me que tinha lá em casa uma das primeiras críticas de discos que escrevi, sobre os Classix Nouveaux (of all people, mas eu na altura era um neo-romântico gorduchito que não tinha coragem de me vestir à neo-romântico, os Duran Duran eram o nec plus ultra). Lembro-me, sobretudo, que o Miguel foi a primeira pessoa a apresentar-me aos U2, emprestou-me o War e eu escrevi-lhe um texto em que dizia que o disco seria tão melhor se o Larry Mullen fosse um bom baterista (admito que a aparelhagem não estivesse bem equalizada).
Para algumas pessoas, sou gajo para não ter aprendido muito desde então. Eu, pessoalmente, discordo (o War não é o meu U2 favorito, mas é um discão do caraças). Mas os Classix Nouveaux continuam a ser um prazer culpado.
PDC (projecto de digitalização em curso)
Isto continua a ser muito bom. Isto também (embora se alguém me explicasse porque é que os telediscos eram um bocado para a treta eu agradecia). Isto é absolutamente fabuloso e eu já me tinha esquecido como o álbum era notável (outro exemplo aqui, embora a qualidade do som seja merdosa).
5 de outubro de 2009
POSTAL DE LONDRES
War Horse no New London Theatre - mil espectadores num auditório acanhado construído em 1973 nos andares superiores de um prédio em pleno Soho, acessível através de uma interminável sucessão de lances de escadas, uma peça que o Alex definiu como "magia pura", com o trabalho da Handspring Puppet Company sul-africana nesta adaptação do romance de Michael Morpurgo absolutamente sublime na capacidade de recriar a alma do cavalo com três marionetistas visíveis a darem corpo e vida a um esqueleto articulado.
Uma visita à Waterstone's de Piccadilly (203-206 Piccadilly, metro Piccadilly Circus), seis andares de livros no antigo edifício da loja de cavalheiros Simpsons - uma extraordinária arquitectura Art Deco a que a cadeia de livrarias emprestou uma funcionalidade pragmática e um stock absolutamente interminável. Um par de números mais abaixo, descubro a extraordinária Hatchard's (187 Piccadilly, metro Piccadilly Circus), quatro pisos que se confirmam de maneira notável à imagem que temos de uma livraria inglesa: cheia de cantos, confortável, discreta, elegante, educada, vazia nesta hora de almoço de domingo.
Uma sanduíche, um café e um hedonista quadrado de caramelo no Caffe Nero do Piccadilly Market, no jardim da igreja de S. Jaime (197 Piccadilly, metro Piccadilly Circus) com a caravana verde do acompanhamento psicológico a dar para o túmulo do visconde de Southwood.
A desilusão de ver a HMV de Oxford Street (150 Oxford Street, metro Oxford Circus) reduzida a uma sombra do que era, com o stock de discos e livros muito reduzido para dar lugar a DVDs e jogos de computador, mesmo que a secção de clássica do e nichos do piso inferior continue muito boa. Mas o catálogo profundo tem falhas indesculpáveis e os livros já não são o que foram. Trago os novos dos Prefab Sprout e David Sylvian (mais baratos do que se os comprasse cá), a reedição de Reckoning dos R. E. M., os remasters de Unhalfbricking e Liege and Lief dos Fairport Convention (que nem sequer encontro cá, e que encontro mais baratos do que se os comprasse cá). Mas nem na HMV nem na Hatchard's nem na Waterstone's encontro o livro dos 50 anos da Island, e o Stay Positive dos Hold Steady é mentira.
A descoberta dos maravilhosos e suculentos hamburgers da cadeia Byron (slogan: "proper hamburgers". Absolutamente) e das pastelarias francesas Paul (ai aquele macaron praline), ainda por cima lado a lado na Gloucester Road para dose dupla de hedonismo (Byron: 75 Gloucester Road, com lojas na Kensington High Street, no centro comercial Westfield em White City e na King's Road; Paul: 73 Gloucester Road, com mais 21 lojas em Londres).
A maravilhosa cama do Crowne Plaza London Kensington, uma das melhores em que já dormi; o próprio hotel, recentemente renovado, é simpático, moderno, confortável — só precisa de pessoal mais bem treinado...
Uma visita à Waterstone's de Piccadilly (203-206 Piccadilly, metro Piccadilly Circus), seis andares de livros no antigo edifício da loja de cavalheiros Simpsons - uma extraordinária arquitectura Art Deco a que a cadeia de livrarias emprestou uma funcionalidade pragmática e um stock absolutamente interminável. Um par de números mais abaixo, descubro a extraordinária Hatchard's (187 Piccadilly, metro Piccadilly Circus), quatro pisos que se confirmam de maneira notável à imagem que temos de uma livraria inglesa: cheia de cantos, confortável, discreta, elegante, educada, vazia nesta hora de almoço de domingo.
Uma sanduíche, um café e um hedonista quadrado de caramelo no Caffe Nero do Piccadilly Market, no jardim da igreja de S. Jaime (197 Piccadilly, metro Piccadilly Circus) com a caravana verde do acompanhamento psicológico a dar para o túmulo do visconde de Southwood.
A desilusão de ver a HMV de Oxford Street (150 Oxford Street, metro Oxford Circus) reduzida a uma sombra do que era, com o stock de discos e livros muito reduzido para dar lugar a DVDs e jogos de computador, mesmo que a secção de clássica do e nichos do piso inferior continue muito boa. Mas o catálogo profundo tem falhas indesculpáveis e os livros já não são o que foram. Trago os novos dos Prefab Sprout e David Sylvian (mais baratos do que se os comprasse cá), a reedição de Reckoning dos R. E. M., os remasters de Unhalfbricking e Liege and Lief dos Fairport Convention (que nem sequer encontro cá, e que encontro mais baratos do que se os comprasse cá). Mas nem na HMV nem na Hatchard's nem na Waterstone's encontro o livro dos 50 anos da Island, e o Stay Positive dos Hold Steady é mentira.
A descoberta dos maravilhosos e suculentos hamburgers da cadeia Byron (slogan: "proper hamburgers". Absolutamente) e das pastelarias francesas Paul (ai aquele macaron praline), ainda por cima lado a lado na Gloucester Road para dose dupla de hedonismo (Byron: 75 Gloucester Road, com lojas na Kensington High Street, no centro comercial Westfield em White City e na King's Road; Paul: 73 Gloucester Road, com mais 21 lojas em Londres).
A maravilhosa cama do Crowne Plaza London Kensington, uma das melhores em que já dormi; o próprio hotel, recentemente renovado, é simpático, moderno, confortável — só precisa de pessoal mais bem treinado...
29 de setembro de 2009
PENSO, LOGO INSISTO
No sempiterno debate "objectividade"/"opinião", "jornalismo"/"crítica", estou com o James Poniewozik da Time.
por outras palavras:
a aventura continua,
a tecnologia é uma coisa maravilhosa não é?,
América América para onde vais,
language is a virus,
leituras,
o imaginário cultural
25 de setembro de 2009
REVISTA DE IMPRENSA
Adoro descontextualizar títulos de notícias de jornais. Como estes do Público de hoje:
"O mundo não pode pedir ao G20 mais do que o G20 é capaz de dar" (ah?)
"Portugal é sede de supercomputação" (e ninguém deu por nada)
"A avó foi virgem para o casamento, a neta gostava de experimentar swing" (o que é que o sexo tem a ver com a dança?)
"Kirk vai substituir Ted Kennedy" (para dar um ar Star Trek à coisa)
"O mundo não pode pedir ao G20 mais do que o G20 é capaz de dar" (ah?)
"Portugal é sede de supercomputação" (e ninguém deu por nada)
"A avó foi virgem para o casamento, a neta gostava de experimentar swing" (o que é que o sexo tem a ver com a dança?)
"Kirk vai substituir Ted Kennedy" (para dar um ar Star Trek à coisa)
24 de setembro de 2009
À ATENÇÃO DA CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA
Não vejo, sinceramente, qual pode ser o interesse de ter painéis publicitários com relógios que supostamente informam os transeuntes das horas que são quando às 10h47 um painel ali no Saldanha diz que são 19h38...
23 de setembro de 2009
HIGIENE ORAL
Ando a gastar meio litro de elixir bucal em dez dias. Odeio ter mau hálito de manhã. E prefiro ir ao dentista só para fazer a limpeza regular.
PEQUENO MOMENTO DE FIGURA-PÚBLICA-SPOTTING
Queria só partilhar convosco que o advogado José Maria Martins estava no outro fim-de-semana a tomar o pequeno-almoço na esplanada do Galeto. Obrigado. O serviço normal será retomado já a seguir.
20 de setembro de 2009
PORTUGAL NO SEU MELHOR
Graffiti lido numa paragem de autocarro no Campo Pequeno:
"Não botes nos partidos do Jardim Zoológico e das Arcas de Noé - são antipatrióticos e fora de prazo"
"Não botes nos partidos do Jardim Zoológico e das Arcas de Noé - são antipatrióticos e fora de prazo"
16 de setembro de 2009
PELA BOCA MORRE O PEIXE
"Há cada vez mais pessoas a pensar como nós", reza o outdoor do CDS com o rosto sorridente de Paulo Portas.
15 de setembro de 2009
AL-CASSETTE
É uma das citações mais extraordinárias que encontrei nos últimos tempos, cortesia do insuperável Andrew Sullivan (embora o autor seja Spencer Ackerman, comentador do site Washington Independent):
[...] (Osama) bin Laden is like the music industry. His major successes are now on the mixtape circuit, but he can’t figure out, in this new environment, how to translate that into wider success. No one’s interested in buying it anymore.
14 de setembro de 2009
PORTUGAL NO SEU MELHOR
Visto num placard da junta de freguesia: um anúncio ao torneio de sueca da Polícia de Segurança Pública.
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