Blog-notas de ideias soltas; post-it público de observações casuais; fragmentos em roda livre, fixados em âmbar. Eu, sem filtro. jorge.mourinha@gmail.com
25 de dezembro de 2007
MAS COMO HA SEMPRE MAIS DO QUE UMA PERPLEXIDADE NATALÍCIA
Uma das coisas que mais me irrita no Natal é a quantidade absurda de papel de embrulho e embalagens bonitas em que se investe para acabarem no caixote do lixo no dia seguinte. Eu nisso sou muito mais económico: reciclo revistas e jornais antigos. Mas como a quantidade de prendas tambem não é descomunal não reciclo tanto como poderia.
A SOLUÇÃO DA PERPLEXIDADE NATALÍCIA
Afinal, a barulheira natalícia era a vizinha de cima a montar os móveis novos.
24 de dezembro de 2007
A PERPLEXIDADE NATALÍCIA
Alguém que me explique s. f. f. porque raio é que alguém se lembra de fazer furos e martelar a parede numa véspera de Natal.
23 de dezembro de 2007
MELHOR QUE UM GATO, SÓ MESMO DOIS GATOS

D. Diogo partilha um momento de entendimento com D. Noémia, a Diva de Carnaxide, que veio passar o Natal cá a casa. Ou melhor: veio dormir cá a casa pelo Natal, que ela não tem feito outra coisa (nem ele, já agora).
21 de dezembro de 2007
ERA DISTO QUE ESTÁVAMOS TODOS À ESPERA
Na capa da Economist desta semana vem referida uma peça que vem no interior sobre a vida sexual dos pandas.
19 de dezembro de 2007
CHAMEM A POLÍCIA QUE EU NÃO PAGO
No metro do Marquês de Pombal perto da hora do almoço, uma senhora de voz rouca e chapéu-de-chuva encharcado resmunga em voz muito alta que ressoa de modo particularmente sonoro na acústica da estação a dizer que não tem a renda em atraso não senhor a um senhor que diz que isso não é nada com ele e ela que vá queixar-se à senhoria.
por outras palavras:
metro,
polaroid,
portugal no seu melhor
18 de dezembro de 2007
É NATAL, É NATAL
... e na mesa ao lado da minha no restaurante onde hoje almocei, três senhoras com aspecto de funcionárias públicas suburbanas e um senhor com ar de chefe de secção terminam o almoço, depois da sobremesa e do café, trocando lembrancinhas de Natal minuciosamente embrulhadas em papel festivo e transportadas em sacos de papel alusivos à quadra (ah, aquele Pai Natal bonacheirão tão típico de saco industrial de loja dos 300), que vão dos anjinhos decorativos às molduras com espaço para toda a família incluindo o novo netinho — as lembrancinhas que das duas uma: ou são logo enfiadas no fundo de uma gaveta ou numa prateleira recôndita do armário para de lá só sairem no caso de visita do ofertador; ou são consideradas giríssimas e ocupam desde logo lugar digno por entre o bric-à-brac de bugigangas que preenche cada recanto da lareira, da cómoda ou da cristaleira lá de casa.
INTERROMPEMOS ESTE PROGRAMA PARA UMA INFORMAÇÃO IMPORTANTE
Em condições iguais de temperatura e pressão, uma bela sopa de espinafres caseira é infinitamente mais saudável do que processar vencimentos.
17 de dezembro de 2007
PARABÉNS A VOCÊ
Cumpriram-se ontem quatro anos em roda livre. Obrigado por continuarem a estar aí.
ELÉCTRICO 28
É verdade que era sexta-feira, a pouco mais de uma semana do Natal, perto das oito da noite, e que sair do emprego a essa hora não deixa ninguém genuinamente bem disposto — mas isso não invalida que a mocinha que subiu para o 28 comigo na Basílica da Estrela e passou toda a viagem até à Sé a desabafar em voz alta com a amiga do outro lado do telemóvel como quem está a gritar com alguém na sala lá de casa me tenha deixado no mínimo atordoado. Senti-me - e penso que também os outros passageiros - como se estivéssemos a assistir a uma discussão para a qual não tínhamos sido convidados, só que num lugar público.
por outras palavras:
é a cultura,
eléctrico,
viva o transporte público
15 de dezembro de 2007
OS PUBLICITÁRIOS SÃO UNS EXAGERADOS
Ninguém é capaz de explicar ao pessoal de Nestlé que aquela campanha do ice tea da geração mudasti não tem graça nenhuma? Ou era mesmo essa a ideia?
SEXTA-FEIRA (NEM QUE CHOVA)
Maravilha: quando o frio mais aperta, o esquentador dá a alma ao criador (antes o esquentador que o aquecedor, o gato agradece), e descubro que a "cantina" do outro lado da rua onde almoço quando trabalho por casa vai fechar de vez. Dois copos de vinho tinto ao jantar e, hop!, a gargalhada não engana, bebo tão pouco que quando bebo a coisa nota-se logo. Três da manhã e estou a ressonar, o alarme toca às nove porque tenho onde estar às onze mas só acordo às dez e meia e tenho de sair badalhoco porque não há esquentador. Antes o esquentador que o aquecedor, nisso estou com o gato. Viva os sábados no cadeirão da sala com o banho tomado, o aquecedor ligado e o gato a dormir enroscado no sofá (porque eu estou sentado no cadeirão para insatisfação felina), o Henrique Sá Pessoa a fazer comida de goa e a salada de alface e rúcola com atum, azeitonas e massa biológica para um jantar leve. Estão ali uns biscoitos de canela a rir-se para mim, mas hoje não pode ser, que o bolo de banana com pepitas de chocolate encheu-me as medidas ontem.
por outras palavras:
gastronomia para todos,
observações descentradas
13 de dezembro de 2007
OLHANDO DUAS VEZES
Dulce Pontes actuou para os dignitários que assistiram à assinatura do Tratado de Lisboa. Mas, a julgar pela amostra que passou no noticiário da noite, aquilo não era a Dulce Pontes mas sim um clone disposto a fazer ruir a sua reputação e a destruir-lhe a carreira. Não encontro outra explicação, a sério. É que para ser Kate Bush não chega querer.
por outras palavras:
descontextualizar por aí,
observações descentradas,
quem vê TV
POST FELINO SEMANAL
O desporto preferido do meu gato Diogo é saltar-me para os ombros várias vezes ao dia e mordiscar afectuosamente as minhas orelhas enquanto se roça na minha nuca. Tem imensa graça até ele ferrar os dentes no lóbulo com um ronronar afectuoso ou até ele decidir que quer ver ao que sabe o meu nariz e se esticar para tentar mordê-lo.
Gato pode ser amor, como diz a minha amiga Marta, mas gato é também a prova que o amor magoa. (Soa melhor em inglês, eu sei.)
Gato pode ser amor, como diz a minha amiga Marta, mas gato é também a prova que o amor magoa. (Soa melhor em inglês, eu sei.)
12 de dezembro de 2007
OLHANDO DUAS VEZES
Acabei de ver Ricardo Quaresma de boné a falar ao Jornal da Noite a propósito da vitória do Porto sobre o Besiktas.
O problema é que me pareceu ver Nuno Guerreiro, vocalista dos Ala dos Namorados, e não Quaresma. Seria do boné?
O problema é que me pareceu ver Nuno Guerreiro, vocalista dos Ala dos Namorados, e não Quaresma. Seria do boné?
O FATO DE TREINO FAJUTO EM COR GARRIDA
Num azul muito forte e com um ar baratucho, e reproduzindo na perfeição o logotipo da Adidas, usado por um senhor barrigudo de cabelo encaracolado com uma T-shirt branca por baixo no metro em direcção a Benfica.
Só que, em vez de Adidas, dizia Acliclas.
Só que, em vez de Adidas, dizia Acliclas.
por outras palavras:
observações descentradas,
polaroid,
portugal no seu melhor
11 de dezembro de 2007
OS PAIS NAO DEVIAM MESMO GOSTAR NADA DELE...
O senhor que apareceu hoje na televisão envolvido em mais um caso complexo de custódia de uma criança adoptada (não retive se estava do lado da família de acolhimento ou da família biológica, as minhas desculpas, mas também para o caso não vem ao caso) chamava-se Délio Carqueija.
por outras palavras:
observações descentradas,
palavras abstrusas,
portugal no seu melhor
10 de dezembro de 2007
BALCANIZAR POR AÍ
Ou como o Largo do Chiado foi invadido por uma mini-orquestra klezmer-Kusturica à hora do almoço de segunda-feira e ficamos todos um bocado sem saber o que fazer.
por outras palavras:
Lisboa antiga,
observações descentradas,
polaroid
DESPORTIVISMO
No espaço de dois minutos num resumo de um jogo da liga inglesa (Premier League) na Sport TV, vejo um jogador a tirar macacos do nariz, outro a cuspir e outro a escarrar. O desporto é uma coisa linda.
por outras palavras:
descontextualizar por aí,
observações descentradas
MÚSICA NO GINÁSIO #31
Porque carga d'água este homem canta desta maneira extraordinária e nunca na vida fez um álbum decente nunca hei-de perceber. "System" (Warner Bros., 2007) é mais do mesmo: duas grandes canções (e esta, infelizmente, não é uma delas) chamadas "If It's in My Mind, It's on My Face" e "Just Like Before", uma produção de luxo (desta vez, Stuart Price, ele de Les Rythmes Digitales, ele de Madonna) e a sensação de que esta voz merece mais e melhor.
Subscrever:
Mensagens (Atom)