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9 de agosto de 2007

EXCLUSIVO TVI

A comissária da PSP que estava a falar para a câmara ia sendo atropelada em directo pelo autocarro que passava pela rua.

7 de agosto de 2007

MÚSICA NO GINÁSIO #20



Aimee Mann Op. 4: Lost in Space (Superego/V2, 2002), o momento em que um manto escuro classicista e as aspirações da grande pop seventies começaram a cobrir a falsa alegria dos discos anteriores. "Pavlov's Bell" explica.

6 de agosto de 2007

MÚSICA NO GINÁSIO #19



Aimee Mann Op. 3 (vá lá: 3.5 se quisermos contar com as canções do filme Magnolia): Bachelor no. 2, or the Last Remains of the Dodo (Superego/V2, 2000). São umas atrás das outras, canções, bem entendido, clássicas, com uma identidade própria que não enjeita as influências dos Beatles, de Bacharach, de Costello e do songwriting clássico americano: "How Am I Different?", "Driving Sideways", "Red Vines", "Nothing Is Good Enough", "You Do", "Ghost World" (video em baixo), "Satellite", "It Takes All Kinds"... E se este disco fosse uma espécie de "greatest hits" que ainda não o tinham sido?

POLAROID: EMEL

Um rapaz está sentado em cima de uma mota à porta de um edifício; muito provavelmente, é um estafeta à espera de um serviço. De repente, um outro rapaz sai do edifício com ar apressado, olha rapidamente à sua volta e, dirigindo-se ao rapaz em cima da mota, pergunta-lhe: "Desculpe, não viu por aí ninguém da EMEL, pois não?..."

5 de agosto de 2007

AS PALAVRAS DO MESTRE #3

"É óbvio que a arte não pode ensinar nada a ninguém, uma vez que, em quatro mil anos, a humanidade não aprendeu absolutamente nada."

— Andrei Tarkovski, in Esculpir o Tempo (na tradução brasileira a partir da versão inglesa [!] de Jefferson Luiz Camargo, São Paulo: Martins Fontes, 1998)

4 de agosto de 2007

O SENHOR GUARDA NÃO TEM CULPA

...de se chamar Edu Barato.

MÚSICA NO GINÁSIO #18



Segundo episódio das obras completas de Aimee Mann, I'm with Stupid (DGC/Geffen/Universal, 1995) foi durante muito tempo o disco dela de que eu menos gostava, em parte devido à produção rococó de Jon Brion, que na altura me parecia um bocadinho preciosa demais para a simplicidade das canções. Estava, claro, enganado — as pérolas que se escondem neste álbum nunca mais acabam ("Choice in the Matter", "That's Just Who You Are", "You Could Make a Killing", "Sugarcoated", "Long Shot", o espantoso "Amateur" cujo teledisco está aqui em baixo...) e a injustiça deve ser reparada.

3 de agosto de 2007

MÚSICA NO GINÁSIO #17



Whatever (Imago/Geffen/Universal, 1993), o primeiro trabalho a solo de Aimee Mann, numa altura muito pré-Magnolia em que se estava tudo a borrifar para a senhora — e faziam mal, porque tudo aquilo que hoje todos gostam nela já estava intacto aqui. E porque, depois do belíssimo concerto do Coliseu, me apeteceu voltar a ouvi-lo. E aos outros todos.

(Em baixo, o video do maravilhoso "Stupid Thing".)

2 de agosto de 2007

A LÍNGUA ESPANHOLA É MUITO TRAIÇOEIRA

Vejo na rua cartazes para campanha de preservativos que anunciam "o estímulo afrodisíaco do pêssego". Eu não acho o pêssego nada afrodisíaco, mas aceito que haja quem ache. Mas mesmo esses devem ter alguns problemas quando, como eu, lêem na embalagem dos preservativos em questão "el estimulo afrodisiaco del melocotón". É que não há afrodisíaco que resista.

1 de agosto de 2007

MÚSICA NO GINÁSIO #11-16



Seguir There Is a Season (Columbia Legacy/Sony BMG, 2006), a mais recente caixa retrospectiva dos Byrds, é entrar numa montanha russa esquizofrénica que começa com o grupo como uma espécie de Beatles de terceira em versão xoninhas, termina com os moços a aproximarem-se perigosamente do rock FM californiano da década de 70. Mas, pelo meio, há uma invenção melódica e guitarrística absolutamente notável, há aqueles carrocéis de Rickenbackers cintilantes e a impecável prestação vocal e instrumental dos rapazes, há a amplitude térmica que ia dos Dylanismos traduzidos para as massas à invenção do country-rock com um respeito insuspeito pela tradição (muitos anos antes dos manos Coen devolverem a "mountain music" às parangonas com a banda-sonora de Irmão, Onde Estás?, já Roger McGuinn & cª, com a ajuda preciosa de Gram Parsons, tinham percebido o que de bom ali se podia recuperar). O título é enganador: não há uma única estação em There Is a Season, há uma viagem pelo ciclo do tempo com todas as voltas que isso implica.



"Mr. Tambourine Man"



"I'll Feel a Whole Lot Better"

31 de julho de 2007

NEM O CARRINHO DE GOLFE ESCAPA

Uma deliciosa foto publicada no New York Times no fim-de-semana mostra o presidente americano, George W. Bush, conduzindo o primeiro-ministro inglês, Gordon Brown, num carrinho de golfe que tem um autocolante na frente com o selo presidencial americano e a frase "Golf Cart One".

30 de julho de 2007

PEQUENOS IRRITANTES QUOTIDIANOS #42

O casal trintão com ar de funcionário público suburbano, ele de pochette sobre T-shirt à moda e óculos grossos, ela com umas calças de cor garrida justas que só realçavam a celulite dos glúteos, que empatou a fila da loja de sanduíches por não saber o que queria comer e fazer perguntas e mais perguntas sobre tudo e mais alguma coisa e mudar o pedido a meio, obrigando dois dos três empregados a dedicarem-se-lhes exclusivamente sem sequer se preocuparem se estavam ou não a empatar as pessoas.

Em todos os self-services devia haver uma fila separada com a indicação "FILA LENTA — SÓ PARA EMPATAS".

POLAROID

Ouço música reggae em altos berros a vir de um automóvel estacionado. Será uma carrinha de surfista? Um freakomóvel? Não: vem de uma berlina Audi como nova, onde um rapaz musculoso e careca de camisola sem mangas lê um jornal desportivo.

29 de julho de 2007

A PROPÓSITO DAS PEQUENAS CONTRADIÇÕES

Lembram-se do BMW Z3 estacionado à minha porta com o plástico do capot rasgado?

Agora tem, a tapar a matrícula da frente, uma folha de papel onde se pode ler, escrito a esferográfica: "ALUGA-SE".

28 de julho de 2007

A ELOQUÊNCIA LACÓNICA DOS GRAFFITIS DE BENFICA (post com palavras eventualmente chocantes)

Na Conde de Almoster, em frente ao stand da Smart: "António, amo-te. O eu"

Algures na Estrada de Benfica: "Merda caralho"

26 de julho de 2007

COMO NOS ANOS 70, SÓ QUE COM TELEMÓVEIS

Que Aimee Mann é grande, já todos sabíamos (embora não desconfiássemos que ela fosse tão alta). Só faltava descobrir que, ao vivo, ainda é melhor e assinou um concertão daqueles que não se esquece tão cedo (nem nós nem, pelos vistos, ela). Tomem nota: Coliseu de Lisboa, 25 de Julho de 2007, 22h05.

Little Bombs
You Could Make a Killing
One
Video
You Got a Lot of Money
(inédita)
Going Through the Motions
Save Me
Amateur
Driving Sideways
You Do
Momentum
31 Today
(inédita)
How Am I Different?
She Really Wants You
Way Back When
--
Red Vines
Humpty Dumpty
--
Wise Up
Deathly

25 de julho de 2007

A LÓGICA DAS MULTIDÕES

Visto ontem nos noticiários da noite: El Solitario, o assaltante espanhol capturado na Figueira da Foz, alvo dos insultos e do ódio dos mirones reunidos que lhe chamavam "assassino", "ladrão", e outros mimos. Apesar do homem nunca ter chegado a cometer nenhum assalto em Portugal e de nenhum deles saber sequer quem era El Solitario antes da televisão ter feito na véspera grandes parangonas com a sua captura.

24 de julho de 2007

PEQUENOS IRRITANTES QUOTIDIANOS #41

Pessoal que me liga para o telemóvel repetidamente de "números privados" mas não deixam recado nem mandam SMS. (Só hoje foram três vezes no espaço de uma hora.)

POLAROID: TATUAGEM

Um trintão de férias e ar eventualmente estrangeiro: boné, calções, T-shirt debaixo de camisa aberta, mochila, ténis e meias de desporto, dois filhos miúdos e duas senhoras atrás (possivelmente esposa/companheira/namorada e amiga/irmã/cunhada?). E duas tatuagens nos tornozelos, a aparecerem por cima das meias: do lado esquerdo Astérix, do lado direito Obélix.