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22 de julho de 2007

MÚSICA NO GINÁSIO #5-10



Thirty Years of Maximum R&B (Polydor/Universal, 1994), o box-set retrospectivo da carreira dos Who. Para perceber como é que se consegue declinar a palavra "energia" de tantas maneiras diferentes ao longo de tanto tempo sem baixar o nível, como é que se pode conjugar a palavra "rock" em inglês da Grã-Bretanha sem nunca perder de vista as raízes nos blues — e porque só já na transição da década de 70 para a década de 80 é que o nível baixou precipitadamente. (A culpa é dos sintetizadores. E a mim ninguém me tira que "You Better You Bet" é o melhor êxito dos Cars que Ric Ocasek nunca escreveu.)


"My Generation" (ao vivo em Monterey)


"Baba O'Reilly" (ao vivo algures)

20 de julho de 2007

CELEBRITY WATCH

José Pacheco Pereira a tomar café na zona das comidas do Colombo e José António Teixeira a sair do metro do Rato.

19 de julho de 2007

POLAROID: RATO

Passo pelo Rato quando o inconfundível som das sirenes dos batedores da PSP anuncia que se aproxima uma das individualidades que visitou hoje Lisboa, com a barulheira dos estafetas e dos carros oficiais rodeados por uma escolta em movimento a parar o tráfego de automóveis e de gente. Atrás de mim, um velhote indignado grita a altos berros, protestando não percebi muito bem contra o quê, mas com ar de quem não achava graça nenhuma que o governo gastasse dinheiro nestas escoltas.

18 de julho de 2007

PEQUENOS IRRITANTES QUOTIDIANOS #40

Tias que vão almoçar em grupo ao self-service e empatam o serviço a conversar umas com as outras, obrigando a empregada a perguntar três vezes, cada vez mais alto, o que é quer comer e ficando ali especadas a conversar a deixarem a fila atrás ficar cada vez maior, como se não fosse nada com elas.

16 de julho de 2007

PEQUENAS CONTRADIÇÕES

Na minha rua costuma estacionar um BMW Z3 descapotável, de pintura impecável em cor escura e em evidente bom estado, com a capota de lona subida, e o plástico que serve de "vidro" traseiro amarelecido e rasgado.

PALAVRAS DE QUE GOSTO MUITO MAS QUE NÃO TÊM GRANDE APLICAÇÃO PRÁTICA QUOTIDIANA #82

Hirsuto.

15 de julho de 2007

O FUNGAGÁ DA BICHARADA

É uma das campanhas de publicidade mais divertidas de que me lembro. Vejam os "commercials for your computer" e curtam que nem castores sem precisarem de ir às parties da Dentagard. O caranguejo então é o delírio absoluto.

O MARKETING É UMA COISA ENGRAÇADA

A tentar explicar ao David o que é a Becel (que, há 30 anos atrás, era receitada pelos médicos ao pessoal com colesterol, porque era receitada ao meu pai, e a minha mãe não nos deixava comer Becel porque dizia que era só para as pessoas doentes), descobri que a Becel nos EUA se chama Promise e em Inglaterra Flora (mas o logotipo é igual em todo o mundo). Podem confirmar tudo aqui.

Quando expliquei ao David que a Becel é a nossa Promise, ele disse "yuck". E depois disse que continua a preferir pão com manteiga.

14 de julho de 2007

MAIS COISAS QUE SE OUVEM AO JANTAR

"Já alguma vez curtiste que nem um castor?"

"Só nas parties da Dentagard."

(com agradecimentos à C.)

AS COISAS QUE SE OUVEM AO JANTAR

"A Jennifer Lopez? Mais um ano e vai-se escadeirar toda, vai ficar com o cu no chão e como não tem mamas para equilibrar..."

"A Jennifer Lopez é muito Paulo Gonzo."

(diálogo entre A. e G.)

13 de julho de 2007

12 de julho de 2007

MÚSICA NO GINÁSIO #3



Vinho dos Amantes (Som Livre, 2007), de Janita Salomé. É daqueles discos para os quais não há palavras. (Mas há imagens, mesmo que não sejam da melhor canção do disco, e dá para ouvir a magia que o imenso Mário Delgado trouxe ao álbum.)

A VIA LÁCTEA

Devo ter o único gato do mundo que gosta mais de iogurtes do que eu.

10 de julho de 2007

MÚSICA NO GINÁSIO #2



Estava eu a almoçar com a Marta e ela estava a elogiar os Mountain Goats, vai daí apeteceu-me recordar o sublime We Shall All Be Healed (4AD, 2004), que funciona esquizofrenicamente num equilíbrio entre a força das melodias (a lembrar a big music dos Waterboys) e o fundo do poço das letras. Foi o primeiro disco do grupo de John Darnielle que me bateu a sério.

9 de julho de 2007

MÚSICA NO GINÁSIO #1



Jorge Palma, Voo Nocturno (Capitol/EMI, 2007). É o meu Palma preferido em muitos anos, mesmo apesar do excelente comeback de 2001 — parece que o homem reencontrou a boa forma do Lado Errado da Noite. E canções como "Encosta-te a Mim" ou o sublime "Olá (Cá Estamos Nós Outra Vez)" não aparecem por aí aos pontapés.

(Não acho o teledisco extraordinário, acho ao mesmo tempo sentido e algo fúnebre. Mas a canção é daquelas que resistem a tudo.)

8 de julho de 2007

POLAROID: METRO

Dois dos mendigos cegos portugueses que fazem diariamente o percurso das carruagens de metro na linha azul encontram-se na mesma carruagem vindos de pontas diferentes e fazem uma grande festa um ao outro. Durante algumas estações, agarram-se a um dos varões centrais e conversam sobre a vida num tom de quem acabou de sair do trabalho ou está a fazer uma pausa para uma ginjinha ou um café. Só quando chegam ao Marquês de Pombal páram com a conversa e seguem cada um na direcção em que iam antes de se encontrarem.

7 de julho de 2007

POLAROID: METRO

A jovem sai do comboio para o cais a correr, como se estivesse atrasada ou não quisesse perder o autocarro. Pára para descalçar as sandálias que a atrapalham e sobe as escadas descalça, a correr, antes de atender o telemóvel e parar logo antes dos torniquetes.

6 de julho de 2007

POST FELINO SEMANAL

Há um momento em que o meu gato Diogo pára tudo o que está a fazer — inclusive a sua todo-importante higiene corporal regular — para olhar para mim: quando eu estou a bocejar. Com aquele ar arisco que os gatos têm, aquela capacidade de olhar para nós como se nunca nos tivessem visto antes, uma expressão do género "olha! este também boceja como eu". Excepto, claro, na questão do hálito, porque eu não tenho hálito de gato.