"A Jennifer Lopez? Mais um ano e vai-se escadeirar toda, vai ficar com o cu no chão e como não tem mamas para equilibrar..."
"A Jennifer Lopez é muito Paulo Gonzo."
(diálogo entre A. e G.)
Blog-notas de ideias soltas; post-it público de observações casuais; fragmentos em roda livre, fixados em âmbar. Eu, sem filtro. jorge.mourinha@gmail.com
14 de julho de 2007
13 de julho de 2007
MÚSICA NO GINÁSIO #4
12 de julho de 2007
MÚSICA NO GINÁSIO #3

Vinho dos Amantes (Som Livre, 2007), de Janita Salomé. É daqueles discos para os quais não há palavras. (Mas há imagens, mesmo que não sejam da melhor canção do disco, e dá para ouvir a magia que o imenso Mário Delgado trouxe ao álbum.)
A VIA LÁCTEA
Devo ter o único gato do mundo que gosta mais de iogurtes do que eu.
10 de julho de 2007
MÚSICA NO GINÁSIO #2

Estava eu a almoçar com a Marta e ela estava a elogiar os Mountain Goats, vai daí apeteceu-me recordar o sublime We Shall All Be Healed (4AD, 2004), que funciona esquizofrenicamente num equilíbrio entre a força das melodias (a lembrar a big music dos Waterboys) e o fundo do poço das letras. Foi o primeiro disco do grupo de John Darnielle que me bateu a sério.
9 de julho de 2007
MÚSICA NO GINÁSIO #1

Jorge Palma, Voo Nocturno (Capitol/EMI, 2007). É o meu Palma preferido em muitos anos, mesmo apesar do excelente comeback de 2001 — parece que o homem reencontrou a boa forma do Lado Errado da Noite. E canções como "Encosta-te a Mim" ou o sublime "Olá (Cá Estamos Nós Outra Vez)" não aparecem por aí aos pontapés.
(Não acho o teledisco extraordinário, acho ao mesmo tempo sentido e algo fúnebre. Mas a canção é daquelas que resistem a tudo.)
8 de julho de 2007
POLAROID: METRO
Dois dos mendigos cegos portugueses que fazem diariamente o percurso das carruagens de metro na linha azul encontram-se na mesma carruagem vindos de pontas diferentes e fazem uma grande festa um ao outro. Durante algumas estações, agarram-se a um dos varões centrais e conversam sobre a vida num tom de quem acabou de sair do trabalho ou está a fazer uma pausa para uma ginjinha ou um café. Só quando chegam ao Marquês de Pombal páram com a conversa e seguem cada um na direcção em que iam antes de se encontrarem.
7 de julho de 2007
POLAROID: METRO
A jovem sai do comboio para o cais a correr, como se estivesse atrasada ou não quisesse perder o autocarro. Pára para descalçar as sandálias que a atrapalham e sobe as escadas descalça, a correr, antes de atender o telemóvel e parar logo antes dos torniquetes.
por outras palavras:
metro,
observações descentradas,
polaroid
6 de julho de 2007
POST FELINO SEMANAL
Há um momento em que o meu gato Diogo pára tudo o que está a fazer — inclusive a sua todo-importante higiene corporal regular — para olhar para mim: quando eu estou a bocejar. Com aquele ar arisco que os gatos têm, aquela capacidade de olhar para nós como se nunca nos tivessem visto antes, uma expressão do género "olha! este também boceja como eu". Excepto, claro, na questão do hálito, porque eu não tenho hálito de gato.
5 de julho de 2007
PALAVRAS DE QUE GOSTO MUITO MAS QUE NÃO TÊM GRANDE APLICAÇÃO PRÁTICA QUOTIDIANA #81
Sabujo
(© Menina Alice)
(© Menina Alice)
4 de julho de 2007
PALAVRAS DE QUE GOSTO MUITO MAS QUE NÃO TÊM GRANDE APLICAÇÃO PRÁTICA QUOTIDIANA #80
Somítico.
3 de julho de 2007
PEQUENOS IRRITANTES QUOTIDIANOS #39
Empregadas que nos atendem como se nos estivessem a fazer um grande favor com um ar de frete que nunca mais acaba. (São as chamadas mal empregadas.)
ESTAMOS AGORA ABERTOS AO PUBLICO
O mais divertido de frequentar regularmente o Corte Inglés é identificar correctamente a frequência: ver as verdadeiras tias, as aspirantes a tias, as pindéricas que gostavam de ser tias e os velhotes que passam cá o dia. Isto tudo enquanto eu me debato com os problemas da auto-disciplina.
por outras palavras:
é a cultura,
irritantes quotidianos,
observações descentradas
2 de julho de 2007
ORA KIZOMBA NA CANECA
Tenho um professor de kizomba à esquina de minha casa e não sabia.
por outras palavras:
é a cultura,
irritantes quotidianos,
observações descentradas
1 de julho de 2007
POLAROID: BEIJO
As arcadas do Colombo são o sítio ideal para os adolescentes que não querem outra coisa se beijarem longamente na sombra dos pilares, sem que ninguém (a não ser os seguranças que têm de andar por ali) veja ou mostre sequer interesse.
por outras palavras:
irritantes quotidianos,
observações descentradas,
polaroid,
teenagers inconscientes
30 de junho de 2007
POLAROID: TELEMÓVEL
De pé ao fundo das escadas que levam ao átrio da estação de metro do Colégio Militar, o jovem vestido à moda a falar ao telemóvel olha em frente sem realmente ver, absorvido naquilo que está a ouvir. Sem uma palavra, desliga o telemóvel e baixa-o lentamente, continuando a olhar em frente como se ainda estivesse a ouvir, como se estivesse noutro sítio e não a receber aquela chamada ao fundo das escadas que levam ao átrio da estação.
por outras palavras:
irritantes quotidianos,
observações descentradas,
polaroid,
telemóvel
29 de junho de 2007
É TÃO BONITO DESCONTEXTUALIZAR
Juro que não estou a inventar o nome que vi numa placa num respeitável prédio de escritórios da Alexandre Herculano esta manhã:
MC Caixinha
MC Caixinha
por outras palavras:
irritantes quotidianos,
observações descentradas
27 de junho de 2007
BELIEVE THE HYPE
No New York Times de hoje a propósito da histeria do iPhone que é lançado nos EUA depois de amanhã e já tem gente a fazer fila para ser o primeiro a comprar:
And what will happen on Friday at 6? “It’s going to be like the world’s biggest bra sale at Macy’s, with screaming, shoving and yelling,” said a former advertising executive who used to work on the Apple account. “Then everyone who gets one will be like postinjection heroin addicts, sitting there placidly with their iPhones.”
And what will happen on Friday at 6? “It’s going to be like the world’s biggest bra sale at Macy’s, with screaming, shoving and yelling,” said a former advertising executive who used to work on the Apple account. “Then everyone who gets one will be like postinjection heroin addicts, sitting there placidly with their iPhones.”
A EDUCAÇAO E UMA COISA TAO BONITA
Na assistência técnica do Corte Inglés, chega um cavalheiro de fato branco, com aquele misto de arrogância e confiança própria dos endinheirados, com um relógio na mão. Dirige-se ao funcionário entregando-lhe o relógio com uma única palavra: "Parou", como se o funcionário fosse um empregado privativo seu.
por outras palavras:
irritantes quotidianos,
observações descentradas,
portugal no seu melhor
26 de junho de 2007
GANHAR A VIDA
A quantidade de empregos existentes no nosso mercado de trabalho que implicam não se fazer absolutamente nada (ou muito pouco) durante o horário laboral é uma coisa extraordinária.
por outras palavras:
irritantes quotidianos,
observações descentradas,
portugal no seu melhor
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