Blog-notas de ideias soltas; post-it público de observações casuais; fragmentos em roda livre, fixados em âmbar. Eu, sem filtro. jorge.mourinha@gmail.com
4 de julho de 2007
PALAVRAS DE QUE GOSTO MUITO MAS QUE NÃO TÊM GRANDE APLICAÇÃO PRÁTICA QUOTIDIANA #80
Somítico.
3 de julho de 2007
PEQUENOS IRRITANTES QUOTIDIANOS #39
Empregadas que nos atendem como se nos estivessem a fazer um grande favor com um ar de frete que nunca mais acaba. (São as chamadas mal empregadas.)
ESTAMOS AGORA ABERTOS AO PUBLICO
O mais divertido de frequentar regularmente o Corte Inglés é identificar correctamente a frequência: ver as verdadeiras tias, as aspirantes a tias, as pindéricas que gostavam de ser tias e os velhotes que passam cá o dia. Isto tudo enquanto eu me debato com os problemas da auto-disciplina.
por outras palavras:
é a cultura,
irritantes quotidianos,
observações descentradas
2 de julho de 2007
ORA KIZOMBA NA CANECA
Tenho um professor de kizomba à esquina de minha casa e não sabia.
por outras palavras:
é a cultura,
irritantes quotidianos,
observações descentradas
1 de julho de 2007
POLAROID: BEIJO
As arcadas do Colombo são o sítio ideal para os adolescentes que não querem outra coisa se beijarem longamente na sombra dos pilares, sem que ninguém (a não ser os seguranças que têm de andar por ali) veja ou mostre sequer interesse.
por outras palavras:
irritantes quotidianos,
observações descentradas,
polaroid,
teenagers inconscientes
30 de junho de 2007
POLAROID: TELEMÓVEL
De pé ao fundo das escadas que levam ao átrio da estação de metro do Colégio Militar, o jovem vestido à moda a falar ao telemóvel olha em frente sem realmente ver, absorvido naquilo que está a ouvir. Sem uma palavra, desliga o telemóvel e baixa-o lentamente, continuando a olhar em frente como se ainda estivesse a ouvir, como se estivesse noutro sítio e não a receber aquela chamada ao fundo das escadas que levam ao átrio da estação.
por outras palavras:
irritantes quotidianos,
observações descentradas,
polaroid,
telemóvel
29 de junho de 2007
É TÃO BONITO DESCONTEXTUALIZAR
Juro que não estou a inventar o nome que vi numa placa num respeitável prédio de escritórios da Alexandre Herculano esta manhã:
MC Caixinha
MC Caixinha
por outras palavras:
irritantes quotidianos,
observações descentradas
27 de junho de 2007
BELIEVE THE HYPE
No New York Times de hoje a propósito da histeria do iPhone que é lançado nos EUA depois de amanhã e já tem gente a fazer fila para ser o primeiro a comprar:
And what will happen on Friday at 6? “It’s going to be like the world’s biggest bra sale at Macy’s, with screaming, shoving and yelling,” said a former advertising executive who used to work on the Apple account. “Then everyone who gets one will be like postinjection heroin addicts, sitting there placidly with their iPhones.”
And what will happen on Friday at 6? “It’s going to be like the world’s biggest bra sale at Macy’s, with screaming, shoving and yelling,” said a former advertising executive who used to work on the Apple account. “Then everyone who gets one will be like postinjection heroin addicts, sitting there placidly with their iPhones.”
A EDUCAÇAO E UMA COISA TAO BONITA
Na assistência técnica do Corte Inglés, chega um cavalheiro de fato branco, com aquele misto de arrogância e confiança própria dos endinheirados, com um relógio na mão. Dirige-se ao funcionário entregando-lhe o relógio com uma única palavra: "Parou", como se o funcionário fosse um empregado privativo seu.
por outras palavras:
irritantes quotidianos,
observações descentradas,
portugal no seu melhor
26 de junho de 2007
GANHAR A VIDA
A quantidade de empregos existentes no nosso mercado de trabalho que implicam não se fazer absolutamente nada (ou muito pouco) durante o horário laboral é uma coisa extraordinária.
por outras palavras:
irritantes quotidianos,
observações descentradas,
portugal no seu melhor
25 de junho de 2007
E LEMBREI-ME DA DORY DO "À PROCURA DE NEMO"
Peço um galão à empregada de um dos muitos cafés do Corte Inglés, que me recebe com um "bom dia senhor" invulgar em empregados de sotaque português. A empregada vira-se para a máquina e passados dois segundos está-me a perguntar, "o senhor é um café?" "Um galão," respondo-lhe.
por outras palavras:
irritantes quotidianos,
observações descentradas
22 de junho de 2007
CRANBERRY BREAD
O cranberry (que alguns dicionários traduzem por arando) é um fruto vermelho de sabor ligeiramente amargo, muito apreciado pelos americanos, que o usam por exemplo para fazer o molho do peru do dia de Acção de Graças ou todo o tipo de bolos. Apesar da coisa se chamar "pão de arando", o "cranberry bread" é na realidade um bolo caseiro que está algures entre o bolo inglês e o bolo de laranja: a uma massa base de açúcar, farinha, manteiga, ovos, bicarbonato de soda, fermento Royal e raspas e sumo de laranja adicionam-se nozes pecan e arandos inteiros. É melhor frio do que acabado de sair do forno e os americanos, fiéis à designação de "cranberry bread", barram as fatias com manteiga (depois queixem-se da obesidade...). E, com ou sem manteiga, é muito bom.
por outras palavras:
gastronomia para todos,
irritantes quotidianos
21 de junho de 2007
POLAROID: METRO
Duas senhoras aguardam pacientemente pelo metro, mas no cais errado da estação do Rato — no cais terminal, onde são as únicas passageiras sentadas, enquanto no cais oposto as pessoas aguardam o próximo comboio. Esperam alguém ou enganaram-se na direcção?
por outras palavras:
irritantes quotidianos,
metro,
polaroid
20 de junho de 2007
O PASSAGEIRO INESPERADO
Havia uma barata enorme a passear-se pela parede do átrio do metro do Rato esta manhã.
por outras palavras:
irritantes quotidianos,
observações descentradas,
portugal no seu melhor
19 de junho de 2007
CAFFÉ À L'ITALIANA
Nesta série de fotografias visível no site da Time a acompanhar esta peça do dossier dedicado à comida mundial. Onde também se fala da Galiza, da verdadeira cozinha japonesa (qual sushi qual carapuça) e dos laboratórios onde a Nestlé cria sopas Maggi diferentes para todo o mundo.
por outras palavras:
gastronomia para todos,
irritantes quotidianos,
that old black magic
E O COMÉRCIO TRADICIONAL VAI FECHANDO
Antes de eu ir de férias, foram as lojas de conveniência da rede Sprint que fecharam — privando-me da loja de conveniência ao cimo da rua que era o único sítio onde se podia comprar jornais no bairro ao fim-de-semana (e, já agora, onde se podiam comprar jornais também durante a semana e levantar dinheiro antes de começar o dia e essas coisas todas que só quando a loja fecha é que percebemos que falta nos fazem). Agora, é a geladaria do Ben & Jerry's no Colombo que fechou ignominiosamente as portas, obrigando-me a satisfazer os meus apetites na loja da rua da Misericórdia. (Mas hoje passei por lá e portei-me bem, não entrei.)
por outras palavras:
free ice cream,
irritantes quotidianos,
observações descentradas,
questões pertinentes
18 de junho de 2007
TENHAM MEDO. TENHAM MUITO MEDO
Recebi informação que hoje o Arena Lounge do Casino Lisboa recebe Guida de Palma e o projecto Jazzinho, cantora portuguesa radicada em Londres, responsável por um álbum produzido por Ed Motta, figura que muito estimo e prezo.
Apenas vos posso informar que tive o desprazer de assistir a Guida de Palma e Jazzinho ao vivo no Ondajazz há algumas semanas e fiquei com a sensação de que devia haver ali algum equívoco. Lembrei-me de um concerto de Bebel Gilberto no CCB que estava a abarrotar e que toda a gente estava a adorar e que eu achei que era verdadeiramente música de casino no pior sentido da palavra.
Apenas vos posso informar que tive o desprazer de assistir a Guida de Palma e Jazzinho ao vivo no Ondajazz há algumas semanas e fiquei com a sensação de que devia haver ali algum equívoco. Lembrei-me de um concerto de Bebel Gilberto no CCB que estava a abarrotar e que toda a gente estava a adorar e que eu achei que era verdadeiramente música de casino no pior sentido da palavra.
por outras palavras:
Ed,
irritantes quotidianos,
tenham medo. tenham muito medo
17 de junho de 2007
CONDUTORES DE DOMINGO
Hoje em dia, quase só conduzo ao fim-de-semana, já que durante a semana me movimento quase só por Lisboa e nessas ocasiões pouco compensa sair com o carro. Sou, por isso, o verdadeiro "condutor de domingo", mas comparado com alguns dos condutores de domingo com que me cruzo na rua, não me sinto nada condutor de domingo: hoje, então, desde condutores que ignoraram sinais de prioridade e até semáforos e ausências de piscas e mudanças de faixa sem assinalar, vi de tudo. Claro que, hoje, há condutores de domingo todos os dias.
por outras palavras:
irritantes quotidianos,
Lisboa tem muito trânsito
16 de junho de 2007
SÓ PARA NÃO ESTRAGAR O ARRANJINHO...
Sim, eu sei o final dos Sopranos. Não vi o último episódio da série (os meus aposentos em São Francisco não dispunham de HBO, que é um canal pago à parte) mas qualquer residente nos EUA não conseguiu escapar, no dia seguinte, às infinitas discussões sobre o final da série, que deixou quase toda a gente de boca aberta, com reacções polarizadas entre a decepção e o aplauso a monopolizar jornais, rádios e televisões. A única coisa que vos digo quanto ao final é muito simples: se David Chase passou a série toda a subverter as expectativas dos espectadores, porque é que não haveria de o fazer com o final? E porque carga d'água é que ele haveria agora de começar a fazê-lo, no preciso momento em que não precisava mesmo de o fazer?
15 de junho de 2007
PECULIARIDADES
A segurança nos aeroportos americanos é uma coisa inexplicavelmente curiosa. À ida para São Francisco, a minha mala foi verificada por um agente de pré-check-in em Lisboa, que lhe colou um autocolante de segurança; depois, tive de a levantar na recolha de bagagens após passar pela imigração em Filadélfia para a deixar num ponto específico para ela ir para o porão da bagagem do vôo para São Francisco; ao chegar aos meus aposentos em São Francisco descobri que a mala havia sido revistada em Filadélfia (não faltava nada). Eu próprio passei pela segurança primeiro em Lisboa e depois de novo em Filadélfia.
Ao regresso a Lisboa, nada disto: a mala seguiu directa para o porão no aeroporto de São Francisco, ponto final parágrafo - e só passei pela segurança em São Francisco, não tendo necessitado de fazer mais nada em Filadélfia, o que me deu muito jeito porque o vôo atrasou uma hora e eu estava a ficar com medo de perder a ligação.
Ao regresso a Lisboa, nada disto: a mala seguiu directa para o porão no aeroporto de São Francisco, ponto final parágrafo - e só passei pela segurança em São Francisco, não tendo necessitado de fazer mais nada em Filadélfia, o que me deu muito jeito porque o vôo atrasou uma hora e eu estava a ficar com medo de perder a ligação.
por outras palavras:
América América para onde vais,
irritantes quotidianos
Subscrever:
Mensagens (Atom)